10 passos acelerar a paridade de género nas empresas

O Global Gender Gap Report, do Fórum Económico Mundial (WEF) mostrou que ao longo do último ano, a pandemia acrescentou 36 anos ao tempo necessário para reduzir a disparidade entre homens e mulheres, que passou que 99,5 para 135,6 anos.

 

Este ano, Portugal posicionou-se em 22º lugar num ranking de 156 países analisados. Num país em que as lideranças são maioritariamente do género masculino, não obstante os progressos feitos em boa parte pela imposição de quotas europeias quanto aos lugares públicos a preencher por mulheres, a condescendência para com o sexo feminino no mundo do trabalho é uma realidade no nosso país. São vários os estudos a nível mundial que indicam que empresas paritárias têm um nível de produtividade superior.

Neste sentido, a Adecco Portugal partilhou 10 passos para acelerar a implementação da paridade de género nas organizações.

 

1. Comunicar os benefícios da paridade de género
Avançar para a paridade de género no local de trabalho é mais do que apenas «a coisa certa a fazer» ou por uma questão de preenchimento de quotas, quando elas são exigidas. Os dados são claros, as empresas com mulheres no topo têm um melhor desempenho. No sector privado, numerosos estudos indicam que ter mais mulheres nas equipas de trabalho e um maior equilíbrio de género na liderança melhora o desempenho na participação na produtividade, nos resultados das empresas e na economia em geral.

 

2. Remoção de barreiras
Reconhecer as barreiras que as mulheres historicamente enfrentam no local de trabalho (falta de modelos, percursos profissionais com base no género e falta de acesso a patrocinadores e redes influentes) e identificar formas de as remover. Isto começa com a escuta activa. Os melhores líderes perguntam às mulheres o que elas precisam para terem sucesso.

 

3. Considerar trabalho híbrido ou remoto
Como vimos no último ano com a pandemia, a gestão pode ser feita com novos modelos de trabalho. Encontrar formas de construir flexibilidade em papéis que outrora foram considerados inflexíveis. O trabalho à distância ou em regime híbrido (presencial e à distância) pode ajudar a paridade de género.

 

4. Mentalidade assertiva e disruptiva 
O planeamento da promoção na carreira tem de ser mais arrojado. Em vez de dizer: «Ela não tem a experiência», é preferível perguntar:  «O que precisamos para que esta promoção funcione?» Desafie o status quo e deixe de ser condescendente ou ter preconceitos.

 

5. A liderança também conta na paridade de género 
Para demonstrar empenho em trazer as mulheres para a liderança, a mudança deve ser liderada a partir do topo. A liderança também deve ser responsável, tornando os progressos mensuráveis.

 

6. Tornar os objectivos mensuráveis
Os líderes devem saber exactamente onde precisam que as mulheres estejam. Olhar para números macro não é suficiente. Articular um legado de talento: como as coisas vão mudar com as mulheres ao leme.

 

7. Foco nos resultados
Actualizar processos e métricas de avaliação de desempenho para assegurar um enfoque nos resultados e, o que é importante, não incluir avaliações de períodos de bloqueio quando os cuidados infantis são necessários.

 

8. Identificar competências e perfis para novas posições 
Detectadas as necessidades de cada organização, há que investir em acções de reskilling e upskilling junto das equipas de trabalho. Uma oportunidade excelente para ajustar as competências da pessoa certa para o lugar certo e aumentar a produtividade pela adequação de perfis/competências.

 

9. Abordar a capacidade de aprendizagem como o grande equalizador
Agora é o momento de se concentrar em ajudar os profissionais a desenvolver competências técnicas em velocidade e escala, enquanto contrata pessoas com capacidade de aprendizagem: ou seja, as que têm efectivamente o desejo e a capacidade de aprender novas competências. Isto pode fazer uma verdadeira diferença na formação de um futuro onde todos podem estar preparados para papéis de alto crescimento, alcançando eficiência na paridade de género.

 

10. Foco nas soft skills
Ao procurar profissionais com capacidade de aprendizagem, procure também competências transversais como a comunicação, colaboração, criatividade e curiosidade. Estas são os traços humanos mais valorizados, e mais difíceis de encontrar, no mercado de trabalho actual. As mulheres provaram ser mais propensas a desenvolver este tipo de competências.

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