A conclusão é de um estudo promovido pela companhia de seguros Zurich, referindo-se aos últimos 12 meses. O documento acrescenta que 8% das PME consideraram fechar portas no último ano.
Nos últimos 12 meses, 17% das Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas recorreram ao despedimento de colaboradores para conseguir contornar as dificuldades financeiras e manter-se em funcionamento. Esta é uma das conclusões do estudo promovido pela companhia de seguros Zurich junto de CEO, proprietários, directores-gerais e Financeiros e chefes de Operações de PME de 19 países. Face ao mesmo questionário aplicado no Verão de 2013, verifica-se ainda assim um ligeiro decréscimo (3%) nas empresas que recorreram à opção de emagrecer a estrutura.
A aposta em novos nichos de mercado (22%) e a redução de preços (20%) mantêm-se como as principais estratégias de sobrevivência adoptadas pelas PME nacionais inquiridas, logo seguidas pela aposta na diversificação da oferta de produtos ou serviços (18%). No último ano, 8% das PME a operar em Portugal consideraram mesmo a hipótese de fechar portas.
O aumento de ordenados foi uma realidade em 8% das PME questionadas e o recrutamento de novos colaboradores concretizou-se em 12% das empresas. Ambos os critérios cresceram 2% face ao ano anterior, revelando uma ligeira retoma.
Nesta segunda edição do estudo, as PME nacionais revelaram-se mais sensíveis à importância da gestão do risco, aumentando de 6% para 8% a percentagem de empresas que incluiu este tema no seu planeamento.
Relativamente aos outros países europeus questionados no estudo (Alemanha, Áustria, Espanha, Itália, Irlanda, Reino Unido e Suíça), Portugal está acima da média europeia na aposta em novos nichos de mercado, no aumento mas também na redução de preços, nos despedimentos e na diminuição dos ordenados. A opção de reduzir a oferta de produtos ou serviços, assim como a escolha de fechar portas ou de renegociar crédito ou obter financiamento adicional são também mais prementes entre as PME portuguesas comparando com a média europeia.
A 2.ª edição do estudo “PME: Riscos e Oportunidades” foi aplicada pela Gfk em 19 países através da realização de 3.800 entrevistas telefónicas a CEO, CFO, directores-Gerais e Chefes de Operações no verão de 2014. Em Portugal foram realizadas 200 entrevistas, a maioria das quais (42%) a CEO das empresas.














