47 mil trabalhadores em empresas com quebras de 75% podem ter horário zero

Margarida Lopes
12 de Outubro 2020 | 09:08
47 mil trabalhadores em empresas com quebras de 75% podem ter horário zero

O apoio à retoma progressiva, a medida que sucedeu ao lay-off simplificado, abrange neste momento 10 mil empresas num total de 82 mil trabalhadores, de acordo com dados do Ministério do Trabalho revelados pelo Jornal de Negócios.

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Mais de metade dos trabalhadores em causa, 47 mil, estão em empresas com quebras de facturação igual ou superior a 75%, que poderão agora reduzir os períodos normais de trabalho “até 100%”, depois das alterações aprovadas esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

De acordo com a publicação, a redução do período normal de trabalho poderá agora chegar a 100%, podendo passar estes trabalhadores para um horário zero, sendo a compensação pelas horas não trabalhadas integralmente suportada pela Segurança Social.

Neste escalão desaparece, no entanto, o financiamento de 35% às horas trabalhadas. Foi ainda criado um novo escalão, permitindo que este apoio passe a chegar às empresas com quebras de facturação entre 25% e 40%, embora com condições menos favoráveis ao empregador.

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O Jornal de Negócios revela ainda que o regime de isenções de taxa social única permanece inalterado, o que significa que só as pequenas e médias empresas (com menos de 250 trabalhadores) terão direito a isenção de TSU sobre a compensação, dado que as horas trabalhadas são sempre suportadas integralmente pelas empresas. Estas mudanças têm efeitos retroativos a 1 de Outubro, mas as empresas poderão pedir o apoio no mês seguinte.

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