50 destaques do emprego no primeiro trimestre do ano. Número de funcionários públicos atinge máximo histórico

Margarida Lopes
24 de Junho 2024 | 14:01
50 destaques do emprego no primeiro trimestre do ano. Número de funcionários públicos atinge máximo histórico

A Randstad Research apresentou os 50 destaques do primeiro trimestre de 2024 em Portugal. O número de pessoas empregadas aumentou em 39,2 mil pessoas no primeiro trimestre de 2024, atingindo os 5,0 milhões de profissionais e o seu máximo valor histórico. A taxa de emprego total situou-se em 56,6%.

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Também o emprego nas administrações públicas aumentou em 3103 pessoas, isto é, +0,4% num ano e alcançou os 748.9 mil profissionais no primeiro trimestre do ano.

Neste estudo, a empresa analisou as estatísticas relativas ao mercado de trabalho e aos temas macroeconómicos que o influenciam e inclui os dados do mercado disponíveis até ao momento pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), o Ministério do Trabalho, o Banco de Portugal, Segurança Social, Direcção Geral da Administração e do Emprego Público, Eurostat e World Economic Forum.

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A análise destaca ainda que 32,9% dos profissionais possuem ensino superior e a sua taxa de emprego é 79,7%. E é ainda possível concluir que 34% do total de pessoas empregadas em Portugal apresentam um baixo nível de qualificação.

O desemprego aumentou em 13,6 mil pessoas, de acordo com o estudo. Porém, dos 368,2 mil desempregados, 38,4% estão à procura de emprego há mais de um ano, proporção que diminuiu no último ano.

Relativamente ao teletrabalho, o número de colaboradores inseridos neste regime aumentou no primeiro trimestre do ano em 101,7 mil pessoas, superando o milhão de pessoas. A cidade de Lisboa, bem como a Península de Setúbal registam valores acima da média nacional.

A análise destaca ainda que a taxa de emprego temporário foi menor do que a registada há um ano, situando-se nos 16,3%. E conclui que 1,34 milhões de profissionais têm antiguidade no emprego superior a 20 anos, o que equivale a 26,7% do total de empregados.

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Os especialistas das actividades intelectuais e científicas são o maior grupo profissional, que equivale a 22,6% de todos os empregados do país e a indústria transformadora gera 16,8% do emprego em Portugal.

É ainda de destacar, quanto às perspectivas de emprego, que no início do ano as expetativas empresariais aumentaram em três meses, mas em abril caíram para quase todos os setores, exceto para o comércio.

Comparativamente com a União Europeia, 34,0% de todas as pessoas empregadas em Portugal têm um baixo nível de qualificação (no máximo têm o ensino secundário obrigatório), proporção que duplica a média da UE.

A taxa de emprego em Portugal, na faixa etária dos 16 aos 64 anos, que equivale a 72,6%, supera a média europeia em 2,2 pontos percentuais.

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Isabel Roseiro, directora de Marketing da Randstad Portugal, comenta: «Acreditamos que as análises que temos realizado permitem perceber melhor a evolução do mercado de trabalho e a influência que o contexto macroeconómico tem no seu comportamento. Vimos que a perspectiva para a situação económica melhorou mas que, ainda assim, continua negativa e que, pelo contrário, a perspectiva sobre a evolução do emprego aumentou ligeiramente. A verdade é que no primeiro trimestre do ano vimos o emprego a atingir um novo máximo histórico mas que, ainda assim, temos uma taxa de desemprego acima da média europeia, facto que não podemos ignorar.»

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