As organizações precisam de estabelecer limites, mas não devem alienar toda a força de trabalho, por não conseguirem gerir o desempenho de alguns colaboradores.
Quando as empresas criam regras exageradas e desmotivantes para deter o comportamento desadequado de alguns colaboradores, incorrem em problemas de gestão. Aqui estão nove das piores regras, apontadas originalmente pelo LinkedIn, criadas pelas organizações quando caem neste erro.
1. Restringir o acesso à Internet
Existem sites que ninguém deve ver no trabalho. No entanto, uma vez bloqueada a pornografia e outras coisas óbvias, é difícil traçar uma linha de restritiva. Para além dos colaboradores deverem ser aptos a matar deliberadamente o tempo dos intervalos, quando se restringe desnecessariamente a actividade destes na Internet, limita-se também a capacidade das pessoas fazerem o próprio trabalho. Muitas organizações restringem tão fortemente a actividade na Internet que tornam difícil para os colaboradores fazerem pesquisas online.
2. Exigir demasiados requisitos para atendimentos, dispensas e folgas
Quando as empresas são desnecessariamente rigorosas ao exigir documentação para o luto e licença médica, deixam os colaboradores com a ideia de que merecem mais consideração por parte dos empregadores. Se o profissionais precisam de fingir uma morte para tirar um dia de trabalho, o que isso diz da organização?
3. Políticas restritivas de email
Algumas empresas estão tão restritivas no uso de email que os colaboradores têm de seleccionar, de uma lista de temas pré-aprovados, o assunto antes do software permitir enviar uma mensagem. Novamente, trata-se de uma questão de confiança. Se os líderes não confiam nos colaboradores porque os escolhem em primeiro lugar para integrar as suas equipas?
4. Limitar as idas à casa de banho
Quando as organizações limitam liberdades básicas pessoais, contando as viagens que as pessoas fazem até ao WC, os colaboradores começam a contar os dias na empresa. O dia em que o colaborador tiver de trazer um atestado médico para provar que necessita de fazer viagens extras à casa de banho será o dia em que a empresa vai precisar de encontrar um novo profissional.
5. Ficar com as milhas dos empregados que viajam frequentemente
As viagens de trabalho requerem sacrifício de tempo, energia e sanidade. Ficar com as milhas dos colaboradores transmite a ideia de não aprecia esse sacrifício e que vai segurar até ao último cêntimo as despesas da empresa. Não deixar os profissionais manterem as milhas para uso pessoal é uma atitude gananciosa que pode provocar ressentimentos a cada voo.
6. Tentativas de exactidão política
A tentativa de manutenção de elevados padrões de tratamento e correcção para com os colegas de trabalho é bastante positiva uma vez que vivemos num mundo repleto de animosidade e discriminação. No entanto, fazer uma caça às bruxas porque alguém diz “Deus te abençoe” a outro funcionário que espirrou cria um ambiente de paranóia e abafa a auto-expressão, sem melhorar a forma como as pessoas se tratam.
7. Fazer classificações de desempenho forçadas
Quando as empresas forçam os colaboradores a figurar num sistema de classificação pré-determinado, as organizações fazem simultaneamente três coisas: avaliam incorrectamente o desempenho das pessoas, fazem com que todos se sintam um número e criam insegurança e insatisfação nos funcionários que temem ser demitidos devido ao sistema forçado.
8. Proibir telemóveis
Para além de contratar pessoas de confiança, as organizações precisam de formar gestores para lidar eficazmente com os colaboradores que tenham baixo rendimento e não correspondam às expectativas. Proibir os telemóveis desmoraliza os profissionais competentes que os usam para as pausas do trabalho ou que precisam de verificar os equipamentos periodicamente devido a questões prementes familiares ou de saúde.
9.Banir a auto-expressão (itens pessoais e dress code)
Muitas organizações tentam controlar o que as pessoas têm sobre as mesas e o modo como se vestem. Estas regras funcionam bem em escolas privadas, mas são desnecessárias no trabalho. Quando alguém cruzar a linha do desadequado, o gestor precisa ter a habilidade de lidar com a questão directamente. Caso contrário, vai fazer com que todos desejem trabalhar noutro lugar por a gestão ser demasiado incompetente para lidar com assuntos delicados de forma eficaz.














