Mais de quatro em cada cinco líderes de RH já estão ou planeiam começar a requalificar os seus profissionais, para obterem melhores oportunidades de emprego na era do trabalho digital. A conclusão é do mais recente estudo da Salesforce, que entrevistou 200 executivos de recursos humanos.
A maioria destes líderes também concorda que as competências sociais, como a construção de relações e a colaboração, serão ainda mais críticas à medida que os humanos trabalham ao lado dos agentes.
O estudo mostra que 80% dos líderes de RH acredita que, dentro de cinco anos, a maioria das forças de trabalho terá humanos e agentes de IA/mão de obra digital a trabalhar em conjunto. No entanto, 85% afirma que as suas organizações ainda não implementaram agentes de IA e 73% refere que os colaboradores ainda não compreendem como o trabalho digital vai impactar o seu trabalho.
Já 86% dos líderes de RH afirma que a integração do trabalho digital com a sua força de trabalho existente será uma parte crítica do seu trabalho.
Os líderes de RH projectam um crescimento de 327% na adopção de agentes nas suas organizações até 2027 (de 15% de adopção hoje para 64% daqui a dois anos)
Com a expectativa de que a adopção de agentes de IA aumente 327% nos próximos dois anos, levando a um ganho de produtividade de 30%, os líderes de RH estão repensar a forma como as organizações estruturam e qualificam a sua força de trabalho. As conclusões revelam que os líderes de RH esperam redistribuir quase um quarto da sua força de trabalho em todo o mundo à medida que as suas organizações implementam e adoptam o trabalho digital.
Quando os agentes de IA estiverem totalmente implementados, os líderes de RH esperam um ganho médio de produtividade dos profissionais em 30% e uma redução de 19% nos custos de trabalho — o equivalente a 11.064 dólares por profissional com base nos salários médios anuais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).
O mesmo estudo revela que 77% dos líderes de RH acredita que os agentes de IA/mão de obra digital vão transformar a sua estrutura organizacional e 89% dos líderes de RH acredita que os agentes de IA/mão de obra digital irão capacitá-los a reatribuir profissionais para funções novas e mais relevantes.
Os líderes de RH esperam que 61% de sua força de trabalho permaneça nas suas funções actuais enquanto trabalha em conjunto com a mão de obra digital. Os mesmos líderes, preveem a redistribuição de quase um quarto (23%) da força de trabalho para novas funções ou equipas.
Já 88% acredita que a redistribuição é a abordagem mais económica em comparação com a contratação fora da empresa para novas funções e 81% já estão a requalificar (20%) ou planeiam requalificar (61%) profissionais para funções com melhores oportunidades futuras.
Como 85% das empresas ainda não adotaram os agentes de IA, os líderes de RH estão a direccionar esforços a curto prazo para a implementação da IA – incluindo TI e pesquisa e desenvolvimento.
Os líderes de RH antecipam que as equipas de TI, pesquisa e desenvolvimento (P&D) e vendas vão crescer à medida que os seus negócios começarem a adoptar agentes de IA.
Os mesmos profissionais planeiam realocar profissionais para funções técnicas, como cientistas de dados ou arquitectos técnicos, a curto prazo.
Os profissionais inquiridos acreditam ainda que a alfabetização em IA é a competência número um de que os profissionais precisam à medida que as empresas migram para a economia de agente.
Já 75% dos líderes de RH afirma que os agentes de IA/mão de obra digital irão aumentar a necessidade de competências interpessoais nas suas organizações.
Os líderes de RH também planeiam reatribuir profissionais para funções de construção de relações (#2), como parcerias e gestão de contas e dizem que as competências de colaboração e adaptabilidade serão valiosas na economia de agente.
Além disso, preveem que as equipas como atendimento ao cliente, operações e finanças irão diminuir de tamanho e sofrerão alguma redistribuição com o aumento e a eficiência dos agentes.
A Salesforce conduziu uma pesquisa online duplo-cega em parceria com a NewtonX entre 200 Chief Human Resource Officers, Chief People Officers e outros líderes globais de RH.














