«Este é o momento de pensarmos nas pessoas, de perseguirmos ideias arrojadas e de nos transformarmos, enquanto indivíduos e enquanto gestores.»
Por Paulo Teixeira, director-geral da Pfizer Portugal
«Temos vivido tempos únicos, fruto de uma crise de saúde global sem precedentes, não só a nível profissional, em que redefinimos prioridades e inovámos a forma como trabalhamos, mas em todos os aspectos das nossas vidas. O distanciamento social passou a integrar o nosso dia-a-dia e, pela primeira vez em muitos anos, sentimos o peso da restrição à nossa liberdade.
A conciliação entre o teletrabalho e a vida familiar tem sido um desafio, que acelerou a digitalização dos contactos, dos processos, dos negócios, e provocou uma mudança na gestão das pessoas. As empresas tiveram de se adaptar a novos métodos de trabalho, mais flexíveis e à distância, criando assim novos canais de comunicação que permitiram reinventar a normalidade. Por vezes, são choques como este que provocam evoluções na forma como vivemos e trabalhamos.
As pessoas são, e continuarão a ser, um factor determinante para o sucesso das empresas. São elas que tornam as empresas únicas e, muitas vezes, lidar com essas diferenças é o maior desafio dos gestores. A comunicação terá de ser, cada vez mais, o centro da política da Gestão de Recursos Humanos, por ser uma poderosa ferramenta de promoção da transparência e do envolvimento das equipas.
Na Pfizer, os factores de sucesso e diferenciação são essencialmente baseados nas pessoas e na inovação em tudo o que fazemos, desde os processos até aos nossos medicamentos e vacinas. É por esse motivo que a companhia fomenta uma cultura e uma vivência corporativa, em que a diversidade de competências, aptidões e perspectivas é promovida e valorizada, num ambiente de confiança, respeito e colaboração. Só assim é possível compreender a realidade, antecipar os desafios e responder aos reptos que o futuro nos coloca.
Antecipando a exigência destes tempos na gestão do dia-a-dia e, concretamente, na compatibilização da vida pessoal e profissional, reforçámos o apoio aos nossos colaboradores e incentivámos a adopção de métodos de trabalho, que têm permitido dedicar tempo à família, não esquecendo a saúde emocional, tão importante para ultrapassar da melhor forma esta realidade.
Este é o momento de pensarmos nas pessoas, de perseguirmos ideias arrojadas e de nos transformarmos, enquanto indivíduos e enquanto gestores.»
Este artigo faz parte do tema de capa da edição de Julho (n.º 115) da Human Resources.














