A culpa não é da IA: Saiba o que realmente está por trás da onda de despedimentos no mercado de trabalho

Apesar do receio da substituição de empregos pela Inteligência Artificial (IA), dados mostram que o verdadeiro motor dos despedimentos é económico e que dominar IA será decisivo para prosperar quando o ciclo se inverter.

Human Resources
20 de Abril 2026 | 10:10
A culpa não é da IA: Saiba o que realmente está por trás da onda de despedimentos no mercado de trabalho

Nos últimos meses, gigantes como a Amazon e  a Meta anunciaram despedimentos em massa e associaram os cortes ao avanço da IA. Mas, segundo o The Economist, a história é bem diferente: a IA está a mudar o mercado, mas não é a principal culpada pelo desaparecimento do emprego.

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Os despedimentos em escritórios e funções administrativas nos Estados Unidos, que atingiram quase um milhão em 2025, 50% a mais do que no ano anterior, reflectem muito mais uma desaceleração económica do que uma revolução tecnológica.

O ritmo de contratações desceu para o nível mais baixo numa década, e a taxa de desemprego entre jovens graduados subiu, especialmente entre os de 22 a 27 anos.

Estudos de instituições como Stanford e Harvard identificaram descidas no emprego entre profissionais mais jovens em áreas de alta exposição à IA, como desenvolvimento de software.

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Por outro lado, estudos do Economic Innovation Group e do Yale Budget Lab revelam o contrário: o aumento do desemprego foi maior entre os sectores menos expostos à tecnologia.

Neste sentido, o The Economist conclui que a IA, até agora, não tem sido a principal força por trás das despedimentos, mas sim o ajuste natural de um mercado que cresceu demais depois da pandemia. Durante 2021 e 2022, sectores como consultoria e tecnologia viveram uma expansão acelerada. O que se observa actualmente é uma correcção desse excesso.

Ainda assim, a IA está a redefinir o que o mercado espera dos profissionais. O verdadeiro risco não está em ser substituído por uma máquina, mas em não dominar as ferramentas que a tornam produtiva.

À medida que o uso da inteligência artificial se torna universal, quem aprender a aplicá-la para gerar valor real tende a sair à frente, enquanto quem não acompanhar essa transição pode ficar para trás.

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