A diversidade como imperativo de negócio

Na Cepsa acredita-se que a integração de vários tipos de talento impacta positivamente na inovação, na produtividade e nos resultados das companhias, para além de melhorar o compromisso, a imagem da marca e a reputação.

 

Por Sandra M. Pinto

 

Em Portugal, a Cepsa iniciou actividade em 1963 com a criação de uma fábrica de emulsões betuminosas, em Matosinhos. Ampliadas em 1989, as instalações passaram também a oferecer um parque de tancagem de produtos asfálticos, combustíveis e fuelóleos. «Em 1986, iniciámos a comercialização de lubrificantes no mercado português de automóveis e indústria, seguida da abertura do primeiro posto de abastecimento, em Macedo de Cavaleiros», relembra Luís Correia Nunes, director de Recursos Humanos da Cepsa Portuguesa.

No ano de 1997, a empresa adquiria a rede de postos de abastecimento da ELF Portugal Produtos Petrolíferos e, em 2008, da TOTAL Portugal. Mais recentemente, em 2017, a Cepsa iniciou-se na comercialização de gás engarrafado, disponibilizando no mercado um produto adaptado às necessidades do consumidor doméstico e profissional. «Este ano demos mais um passo em frente e iniciámos a comercialização de energia eléctrica», reforça o responsável.

Actualmente, a empresa opera directamente em 20 países (Portugal, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Itália, Países Baixos, Canadá, EUA, Panamá, Colômbia, Peru, Suriname, Brasil, Argélia, Quénia, Marrocos, Emirados, Tailândia, Malásia, Indonésia) e, indirectamente, vende os seus produtos em mais de 80 países. «Todas estas actividades são levadas a cabo por uma talentosa equipa multidisciplinar de mais de 10 mil colaboradores directos, estando cerca de 10% do total de colaboradores afectos a actividades fora da Península», esclarece Luís Correia Nunes.

Relativamente a Portugal a equipa Cepsa é composta por cerca de 1300 colaboradores directos e indirectos, parte dos quais exercem as suas actividades diárias nos mais de 260 postos de abastecimento que se encontram nas principais vias portuguesas. «De momento, contamos com a exploração de mais 24 áreas de serviço nas autoestradas nacionais, sendo estas vias fundamentais para consolidar uma presença que se pretende consistente e bem distribuída por todas as regiões do Continente», reforça o director de Recursos Humanos.

«A Cepsa está comprometida com a energia como fonte de progresso, pelo que, todos os dias, no nosso trabalho, procuramos a excelência e descobrir novas maneiras de usar a energia para que se ajuste às necessidades das pessoas e sociedade. Esta é a nossa missão», revela Luís Correia Nunes. Hoje, a empresa pretende ser uma companhia de escolha, através do fortalecimento do seu modelo de negócio integrado, alcançando um crescimento internacional robusto, «mantendo a posição de liderança nos seus produtos e serviços».

O responsável não tem dúvidas de que, «quer a missão, quer a visão da empresa são sustentadas pelos valores, que não podiam ser mais claros: segurança em todas as actividades que desenvolvemos, sustentabilidade do negócio e compromisso em proteger o ambiente e as comunidades onde operamos, uma melhoria contínua de tudo o que fazemos, atingindo os objectivos de honestidade integridade e respeito, levando-nos a trabalhar em equipa ao mesmo tempo que servimos o bem comum.»

 

Envolver a liderança
Enquanto empresa que opera no mercado global, a Cepsa tem uma equipa composta por pessoas de diferentes culturas, géneros, capacidades e idades. «Estamos firmemente convencidos de que a integração de vários tipos de talento impacta positivamente na inovação, na produtividade e nos resultados das companhias, para além de melhorar o compromisso, a imagem da marca e a sua reputação», sublinha Luís Correia Nunes. Deste modo, a direcção da empresa, apoiada pelo seu conselho de administração, decidiu lançar um programa para que a diversidade e a inclusão fossem uma realidade na Cepsa, criando um modelo de governo no qual a alta direcção tem um nível de participação muito significativo no apoio e compromisso a esta iniciativa.

O director de Recursos Humanos concretiza: «Na Cepsa, acreditamos que a diversidade é um imperativo de negócio e não apenas uma questão de Responsabilidade Social Corporativa. Creio, sinceramente, que as diferenças nos tornam melhores e nos ajudam a entender e estar mais próximos, nomeadamente de todas as regiões do mundo em que temos actividades.» Para Luís Correia Nunes, esta realidade só é possível porque existe um verdadeiro interesse por parte da organização em criar um ambiente diverso e inclusivo, em que as diferenças culturais são valorizadas. «Desta forma, a companhia não é exclusivamente um local de trabalho e converte-se em algo que construímos entre todos; algo que integramos e que se traduz numa equipa multidisciplinar com um objectivo comum: o crescimento e a sustentabilidade da companhia.»

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Dezembro da Human Resources, nas bancas.

Ler Mais
Comentários
A carregar...

MULTIPUBLICAÇÕES

Marketeer
YouTube faz 15 anos: o que mudou e o que ainda vai mudar
Automonitor
Presidente promulga diploma sobre alteração de matrículas automóveis