A Geração Z está a encarar determinados empregos e o que eles oferecem de forma diferente das gerações anteriores, revelou Abigail Wright, consultora sénior de negócios da ChamberofCommerce.org., à Newsweek.
Uma pesquisa recente da Gallup mostrou que apenas 31% dos colaboradores dos EUA estão “engaged” no trabalho, o nível mais baixo numa década. Os trabalhadores com menos de 35 anos apresentaram os maiores declínios, e a Geração Z pode estar mais propensa a rejeitar empregos que outras gerações teriam aceite como necessários para o início das suas carreiras.
Wright disse que existem vários empregos que, em grande parte, não cumprem os requisitos para muitos trabalhadores da Geração Z, incluindo:
- Funções no retalho e sector da alimentação
- Funções em call center/Apoio ao cliente
- Empregos em armazéns/Trabalho manual
- Funções rígidas em escritórios corporativos
- Funções em vendas com pagamento por comissão
- Estágios não remunerados
De acordo com Wright, muitos destes empregos são vistos como mal pagos, com execesso de trabalho ou sem dignidade, ou os três ao mesmo tempo.
A elevada taxa de burnout e o desgaste físico de certos empregos também fazem com que a Geração Z tenha menos probabilidade de aproveitar as oportunidades de empregos em armazéns ou call centers, e até mesmo os tradicionais empregos de escritório, das 9h às 18h, estão a ser postos de lado, à medida que os colaboradores dão prioridade ao trabalho freelancer ou remoto.
«A Geração Z está a redefinir o que significa um ‘bom emprego’ e, francamente, já não era sem tempo. Muitos empregos que foram tolerados pelos Millennials ou pela Geração X estão a ser criticados por aquilo que são: mal pagos, excessivamente exigentes e mentalmente desgastantes», explica Wright.
Parte desta tendência deve-se à mudança dos tempos, juntamente com as novas realidades financeiras que a geração mais jovem enfrenta. «Estes empregos poderiam ter funcionado quando se tinha acabado de sair da faculdade, há 20 anos — com poucas dívidas, a partilhar a renda com alguns amigos e a ganhar apenas o suficiente para sobreviver», disse Kevin Thompson, CEO do 9i Capital Group. «Mas agora o arrendamento disparou, as dívidas acumularam-se e simplesmente não se podem dar ao luxo de aceitar empregos mal pagos.»
Os locais de trabalho que priorizarem a flexibilidade de horários e a saúde mental provavelmente continuarão a atrair os melhores talentos da Geração Z, afirmam os especialistas. No entanto, aqueles que não forem transparentes sobre a remuneração e se recusarem a corresponder às expectativas da Geração Z podem ter dificuldades com a elevada rotatividade ou com a procura de novos colaboradores.
«As empresas que vão prosperar nos próximos 5 a 10 anos são aquelas que estão dispostas a corresponder às expectativas desta geração. Isso significa oferecer respeito, flexibilidade e remuneração justa, valores que não apelam apenas à Geração Z, mas a todos os trabalhadores modernos», conclui Abigail Wright.














