A Groundforce Portugal vai prolongar o período de lay-off por mais 30 dias, até 1 de Junho, por considerar que não estão ainda garantidas as condições para o regresso à operação.
O mês de Maio, com a interdição do espaço aéreo – com algumas excepções – a manter-se até dia 17 de Maio, «continuará a ser muito complexo para a empresa e, durante o próximo mês, não se esperam mais do que cerca de 800 movimentos», revela-se em comunicado.
Mantendo-se as condições existentes no período do primeiro lay-off, e sem o regresso das companhias aéreas à actividade, o trabalho da Groundforce mantém-se reduzido a 5%.
«O recurso a um segundo período de lay-off mostrou-se, por isso, inevitável para assegurar a protecção da manutenção de todos os postos de trabalho», explica-se.
Os colaboradores já foram informados sobre a modalidade que lhes será atribuída na extensão de lay-off, tendo sido tomadas as seguintes medidas:
– 2385 trabalhadores em Suspensão Temporária da Prestação de Trabalho ao abrigo do lay-off simplificado;
– 311 trabalhadores estão nas operações em cada aeroporto, ao serviço, fora do lay-off e sem redução de salário;
– As chefias operacionais ficarão em 20% de redução do período normal de trabalho;
– Os directores da empresa ficarão em 20% de redução do período normal de trabalho e os administradores executivos mantêm, voluntariamente, uma redução de 30% da sua remuneração.
«A extensão do período de lay-off é a melhor garantia de que estamos a assegurar a sustentabilidade da empresa face à drástica diminuição da nossa actividade. À semelhança do que aconteceu no primeiro período de lay-off, todas as decisões agora tomadas têm como objectivo a garantia de todos os postos de trabalho e o equilíbrio financeiro da empresa face às consequências deste surto. Alterámos a modalidade de lay-off de alguns trabalhadores, alcançando uma rotatividade de 62%, bem como eliminámos os casos de reduções superiores a 33%, ficando todos os trabalhadores em actividade com redução limitada a 20%. Mantemo-nos na operação com a equipa necessária para, num futuro que esperamos próximo, assegurarmos todos os serviços e a continuidade nosso negócio», explica Paulo Neto Leite, CEO da Groundforce,
As medidas entram em vigoram a partir de 3 de Maio, por um período de 30 dias.














