A IA está a aumentar (significativamente) a eficiência das equipas? Estudo dá a resposta

Margarida Lopes
11 de Dezembro 2025 | 14:00

A Factorial divulgou as conclusões do AI Report no Mercado Português, onde revela que a  80,7% dos profissionais portugueses utilizam ferramentas de IA no seu trabalho diário, sinalizando uma adopção transversal que já ultrapassou a fase experimental. Esta utilização regular tem impacto directo na produtividade: 77,8% das empresas afirmam que a IA aumentou significativamente a eficiência das equipas.

 

Além disso, a confiança na tecnologia está solidamente estabelecida: 88% dos líderes nacionais confiam nos resultados fornecidos por sistemas de IA, um indicador claro de que a transformação digital nos Recursos Humanos deixou de ser apenas uma tendência para se tornar numa prática consolidada.

Segundo o estudo, 46% dos profissionais afirmam que a sua carga de trabalho aumentaria de forma significativa se as ferramentas de IA deixassem de existir hoje. Este dado sublinha o nível de integração da IA nos processos de trabalho e o risco operacional para empresas que ainda não estruturaram estratégias robustas de gestão e interpretação de dados.

Apesar das expectativas elevadas e da confiança generalizada, a maturidade digital continua a ser um desafio para muitas organizações portuguesas. O relatório revela que, embora a IA esteja amplamente utilizada, um número reduzido de empresas se considera verdadeiramente preparado para usar os dados gerados, interpretá-los de forma eficaz e transformá-los em decisões estratégicas.

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Os resultados ilustram que a adopção de IA está longe de ser uma tendência marginal pois já é uma realidade transversal. No entanto, os dados levantam uma questão essencial: até que ponto as empresas estão preparadas para transformar o uso de IA numa vantagem estratégica real?

A transformação digital exige mais do que ferramentas: exige competências, processos e capacidade de leitura e análise de dados. É precisamente nesta área que muitas organizações ainda hesitam, limitando o retorno potencial do investimento em tecnologia.

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