A IA está a poupar a este profissionais mais de duas horas de trabalho por dia

Human Resources
22 de Janeiro 2024 | 21:00

A Inteligência Artificial (IA) parece estar a economizar horas dos profissionais de vendas em tarefas básicas, avança o Business Insider. E é pouco provável que esta tendência vá abrandar.

 

Em 2023, o HubSpot entrevistou 648 profissionais de vendas e 303 líderes empresariais nos EUA para compreender a sua postura em relação à IA. A empresa de software descobriu que os vendedores estão a poupar duas horas e 15 minutos por dia ao usar IA para automatizar tarefas manuais, como agendamento de reuniões, anotações e entrada de dados.

Os profissionais de vendas também relataram «enorme economia de tempo» em áreas como onboarding e formação de colaboradores. Os gestores afirmaram que conseguem identificar áreas de crescimento nas suas equipas de vendas com maior rapidez.

Por sua vez, as equipas de vendas afirmam que conseguem usar o tempo extra economizado com a IA para se concentrar mais no aspecto humano do seu trabalho. Por exemplo, «conectar-se com clientes e fechar negócios», refere Kelly Brooks, executiva de vendas da HubSpot, no estudo.

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A IA generativa também desempenha um papel importante para os trabalhadores. 31% dos profissionais de vendas entrevistados pela HubSpot usavam ferramentas com o ChatGPT, DALL-E e Jasper, para ajudar a criar conteúdos de vendas ou mensagens de divulgação para potenciais clientes.

Mas isso não significa que o ChatGPT esteja a fazer o trabalho destes profissionais, sugere o estudo. Está simplesmente a torná-los mais fáceis. Nove em cada dez profissionais de vendas que usam IA generativa afirmam que usam chatbots como ponto de partida e depois editam o texto gerado.

«A IA não está a substituir os vendedores – está apenas a cuidar dos aspectos mais repetitivos do seu trabalho», diz o estudo. Desde que o ChatGPT foi lançado em Novembro de 2022, os trabalhadores recorreram ao chatbot de IA – alguns às escondidas – para escrever código, gerar listagens de imóveis, criar planos e produzir materiais de marketing.

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Mas embora as grandes e pequenas empresas tenham aceitado a ideia de abraçar a IA, muitas estão a avançar com cautela, enquanto reflectem sobre as implicações da tecnologia para a privacidade e precisão dos dados. A Apple, Amazon e JPMorgan Chase, por exemplo, emitiram proibições ou restrições ao uso de IA no local de trabalho no início deste ano.

«Ainda estamos na fase em que a maioria dos CEO é questionada se há alguém na sua organização que lhes possa dizer onde a IA está a ser usada, quais são os riscos e como estão a ser mitigados», disse Julie Sweet, CEO da Accenture, ao Financial Times no início deste mês, acrescentando que a resposta seria “não”.

No entanto, os profissionais de vendas não vêem o entusiasmo pela IA a diminuir nos próximos tempos, pelo menos de acordo com Blue Bowen, um especialista de sales tech da empresa de software G2. «Embora a IA generativa seja relativamente nova, em comparação com a IA predictiva e outras formas, está a ganhar força rapidamente e provavelmente não irá abrandar», disse ele no estudo.

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