A IA não vai acabar com estas funções em Portugal, mas vai mudar a sua natureza, garante estudo

Margarida Lopes
26 de Setembro 2025 | 09:40
A IA não vai acabar com estas funções em Portugal, mas vai mudar a sua natureza, garante estudo

O estudo “Tendências Salariais 2025” da Randstad Research, revela que as funções mais ameaçadas pela automação e ferramentas de IA são sobretudo tarefas administrativas e repetitivas (escriturários, secretários, operadores de caixa, serviços postais e entrada de dados).

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Em contrapartida, a tecnologia está a impulsionar novas funções em Big Data, fintech, IA, engenharia de software, energias renováveis e design digital.

No caso de Portugal, o estudo mostra que a procura crescente por especialistas em IA e machine learning coexiste com aumento da procura em áreas “clássicas” como saúde, construção e logística. Isto sugere que a tecnologia não elimina necessariamente empregos no imediato, mas está a alterar o perfil de competências exigidas.

«A automação e a inteligência artificial não significam o fim do trabalho, mas uma mudança profunda na sua natureza. Para as empresas, o desafio é antecipar essas mudanças, identificar as funções em risco e preparar os seus quadros para novas áreas de crescimento. Para os profissionais, é cada vez mais importante investir em competências digitais, porque são essas que vão garantir a sua relevância no futuro do trabalho», revela Isabel Roseiro, directora de Marketing da Randstad Portugal.

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A metodologia do estudo combina dados internos da Randstad Research (processos de recrutamento e consultoria de RH) com estatísticas oficiais do INE, bem como referências internacionais como o Future of Jobs Report 2025 do World Economic Forum (WEF) e o Workmonitor 2025 da Randstad.

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