A importância da felicidade no trabalho (e casos concretos que o provam) esteve em debate neste evento

Margarida Lopes
8 de Julho 2022 | 18:00

As empresas não têm como fugir à tendência do futuro: Felicidade no Trabalho. Esta foi a principal conclusão do Live Cast promovido pela RHmais.

 

Irene Vieira Rua, directora de Pessoas & Cultura Organizacional do Doutor Finanças; Bárbara Clemente, senior architect no departamento de Arquitectura, da Savills, e Raquel Canoa, Happinness at Work no Projecto NOS da RHmais fizeram parte do painel de oradores do Live Cast “Felicidade no Trabalho – As acções valem mais do que palavras», que se realizou quinta-feira, dia 7 de Julho.

As três especialistas não têm dúvidas e afirmaram que o caminho do futuro das organizações passa por proporcionar um ambiente feliz nos locais de trabalho, o qual pode ser alcançado através de acções ou até do próprio espaço da empresa.

«Há um número avultado de estudos que revelam a importância da Felicidade no Trabalho. As organizações não têm alternativa e têm de olhar para a felicidade e bem-estar dos colaboradores», referiu Irene Vieira Rua, directora Pessoas & Cultura Organizacional do Doutor Finanças, sublinhando a necessidade de a teoria e a prática se encontrarem para se conseguir “chegar mais longe” nesta matéria e na implementação das acções. “O mindset deverá ser centrado nas Pessoas”, acrescentou.

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Já Raquel Canoa, Happinness at Work no Projeto NOS da RHmais, afirmou que «Portugal está num bom caminho», pois tem subido no ranking dos países mais felizes para viver e trabalhar, situando-se actualmente no 56º lugar. Mas a especialista reconhece que «existe um longo percurso pela frente» e que os colaboradores devem ter um papel interventivo: «As organizações são as Pessoas e todas elas trazem algo para a mesa e todos podemos contribuir. Por outro lado, é preciso haver uma cultura organizacional que sustente as ações, caso contrário estas nada valem».

Por fim, Bárbara Clemente, senior architect no departamento de Arquitetura da Savills, lançou uma questão: «Até que ponto devemos investir em ações para os colaboradores? Devem-se envolver todos os colaboradores?». A especialista referiu que mais do que acções, deve-se «criar uma promoção de saúde mental, nutrição no ambiente de trabalho». Isto porque os colaboradores passam 90% do tempo no escritório e é necessário criar um ambiente de trabalho saudável, no que diz respeito aos edifícios: «Devem ser criados espaços diferenciadores, onde os colaboradores tenham melhores condições e onde se sintam bem».

Durante o evento foram ainda partilhadas experiências, casos reais e acções concretas que podem ser implementadas para melhorar o ambiente de trabalho e, consequentemente, a felicidade dos colaboradores.

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