A importância de se olhar para o lado “h” da indústria

Human Resources
20 de Junho 2022 | 21:00
A importância de se olhar para o lado “h” da indústria

Olhar para o lado “h” da indústria farmacêutica significa olhar para o lado humano e compreender que é constituída por pessoas que têm como objectivo trabalhar para pessoas, desempenhando um papel activo no desenvolvimento das sociedades.

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Por António Araújo, country lead da Sobi Portugal

 

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Desenvolvimento possível através do investimento no conhecimento e investigação contínuos ao serviço da inovação de terapêuticas que salvam vidas.

E quando falamos em doenças raras a investigação, a partilha de conhecimento e a inovação assumem um preponderante papel para a descoberta de caminhos novos e comunicantes no vasto ecossistema das diversas especialidades de saúde, cujo objectivo último é a melhoria da condição de saúde dos pacientes.

Também na área das doenças raras importa olhar para o lado “h” da indústria para permitir adquirir uma maior percepção, e quem sabe até reconhecimento, no seu papel enquanto indústria formada por empresas que têm uma actuação cada vez mais sustentável e na qual se destaca o seu contributo para uma maior literacia sobre determinadas doenças, sejam raras ou não, respeitando os compromissos éticos do sector do qual fazem parte.

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E o olhar deve ser interno e externo. Interno porque promover um espírito de equipa saudável e comportamentos sustentáveis, quer do ponto de vista individual como de equipa, são preocupações e práticas que já integram o quotidiano da liderança na indústria. Às quais se juntam a sensibilização sobre boas práticas relacionadas com uso mais sustentável de recursos (desde consumo energético ao de água) ou a adoção de políticas em matérias de segurança, bem-estar e igualdade no trabalho.

Neste campo do lado “h” da indústria cabe ainda o singelo, mas audaz contributo de ajudar a sensibilizar para doenças que, muitas vezes, ainda continuam desconhecidas da grande maioria da sociedade. E neste campo estamos, maioritariamente, a olhar para o lado externo, ou seja, para o grande público que nem sempre está desperto para a existência de doenças pouco conhecidas ou pouco faladas. Provavelmente, pelo facto de determinada patologia não fazer parte da vida de nenhum elemento do seu círculo de amigos ou familiar.

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Torna-se assim manifestamente importante levar até ao conhecimento do grande público informação sobre tais doenças, a sua origem, sintomas associados e acima de tudo demonstrar como é viver com essas patologias, as barreiras que são quotidianamente ultrapassadas e as conquistas diárias de cada passo dado. Porque qualquer que seja a doença há um elemento comum em todas elas: o ser humano.

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Nesta equação de informação + conhecimento + sensibilização, disciplinas como a comunicação e o marketing tornam possível a missão de sensibilizar sobre determinada doença, que não raras vezes se transforma na defesa de uma causa tão nobre como a melhoria da qualidade de vida de todos os que vivem com tal doença.

Sensibilização que pode assumir formatos variáveis, desde campanhas de proximidade a iniciativas de angariação de fundos, contemplar o recurso a figuras públicas, a influencers ou pessoas anónimas. E, se outrora era o formato presencial a ditar a maioria das regras, temos agora uma multiplicidade de cenários possíveis: do presencial ao híbrido, da realidade aumentada à realidade virtual. É a multiplicidade de canais e de formatos ao dispor da missão de dar a conhecer e sensibilizar. No entanto, existe algo que permanecerá imutável: o contacto e o olhar humano. Porque em primeiro lugar: a indústria é feita de pessoas que trabalham para pessoas!

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