Olhar para o lado “h” da indústria farmacêutica significa olhar para o lado humano e compreender que é constituída por pessoas que têm como objectivo trabalhar para pessoas, desempenhando um papel activo no desenvolvimento das sociedades.
Por António Araújo, country lead da Sobi Portugal
Desenvolvimento possível através do investimento no conhecimento e investigação contínuos ao serviço da inovação de terapêuticas que salvam vidas.
E quando falamos em doenças raras a investigação, a partilha de conhecimento e a inovação assumem um preponderante papel para a descoberta de caminhos novos e comunicantes no vasto ecossistema das diversas especialidades de saúde, cujo objectivo último é a melhoria da condição de saúde dos pacientes.
Também na área das doenças raras importa olhar para o lado “h” da indústria para permitir adquirir uma maior percepção, e quem sabe até reconhecimento, no seu papel enquanto indústria formada por empresas que têm uma actuação cada vez mais sustentável e na qual se destaca o seu contributo para uma maior literacia sobre determinadas doenças, sejam raras ou não, respeitando os compromissos éticos do sector do qual fazem parte.
E o olhar deve ser interno e externo. Interno porque promover um espírito de equipa saudável e comportamentos sustentáveis, quer do ponto de vista individual como de equipa, são preocupações e práticas que já integram o quotidiano da liderança na indústria. Às quais se juntam a sensibilização sobre boas práticas relacionadas com uso mais sustentável de recursos (desde consumo energético ao de água) ou a adoção de políticas em matérias de segurança, bem-estar e igualdade no trabalho.
Neste campo do lado “h” da indústria cabe ainda o singelo, mas audaz contributo de ajudar a sensibilizar para doenças que, muitas vezes, ainda continuam desconhecidas da grande maioria da sociedade. E neste campo estamos, maioritariamente, a olhar para o lado externo, ou seja, para o grande público que nem sempre está desperto para a existência de doenças pouco conhecidas ou pouco faladas. Provavelmente, pelo facto de determinada patologia não fazer parte da vida de nenhum elemento do seu círculo de amigos ou familiar.
Torna-se assim manifestamente importante levar até ao conhecimento do grande público informação sobre tais doenças, a sua origem, sintomas associados e acima de tudo demonstrar como é viver com essas patologias, as barreiras que são quotidianamente ultrapassadas e as conquistas diárias de cada passo dado. Porque qualquer que seja a doença há um elemento comum em todas elas: o ser humano.
Nesta equação de informação + conhecimento + sensibilização, disciplinas como a comunicação e o marketing tornam possível a missão de sensibilizar sobre determinada doença, que não raras vezes se transforma na defesa de uma causa tão nobre como a melhoria da qualidade de vida de todos os que vivem com tal doença.
Sensibilização que pode assumir formatos variáveis, desde campanhas de proximidade a iniciativas de angariação de fundos, contemplar o recurso a figuras públicas, a influencers ou pessoas anónimas. E, se outrora era o formato presencial a ditar a maioria das regras, temos agora uma multiplicidade de cenários possíveis: do presencial ao híbrido, da realidade aumentada à realidade virtual. É a multiplicidade de canais e de formatos ao dispor da missão de dar a conhecer e sensibilizar. No entanto, existe algo que permanecerá imutável: o contacto e o olhar humano. Porque em primeiro lugar: a indústria é feita de pessoas que trabalham para pessoas!













