A Inteligência Artificial «representa inúmeras oportunidades», mas os «riscos podem ser cataclísmicos». Especialistas pedem regulamentação

Human Resources com Lusa
26 de Setembro 2023 | 12:20
A Inteligência Artificial «representa inúmeras oportunidades», mas os «riscos podem ser cataclísmicos». Especialistas pedem regulamentação

A inteligência artificial traz oportunidades em áreas como a educação e a democracia, mas acarreta riscos, pelo que é necessário avançar na regulação desta matéria, defenderam especialistas que participaram numa conferência sobre o tema.

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À margem da conferência “Inteligência Artificial – Negócios e Democracia”, promovida pela Lusa, o director-geral do Gabinete Nacional de Segurança, António Gameiro Marques, sublinhou que existem oportunidades e riscos para a sociedade e democracia associadas à inteligência artificial (IA).

«Acho que há muitas oportunidades nas coisas boas, na área da medicina, na área da democracia. Acho que a democracia pode ganhar muito com bons modelos de IA que sejam vocacionados para isso», afirmou.

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António Gameiro Marques defendeu que «há que colocar este assunto bem alto na agenda dos governantes não só dos países, como da União Europeia e das Nações Unidas, de maneira que entre definitivamente na agenda».

Para o responsável do Gabinete Nacional de Segurança «como algumas pessoas que sabem bastante sobre este assunto dizem, se estes sistemas não forem regulados, podem-se transformar em algo que faz muito mal para a sociedade, em vez de poder fazer o bem que há algumas exigências da faixa».

Na mesma linha, a advogada e professora da Faculdade de Direito da Universidade de Miami especializada em IA e segurança, Marcia Narine Weldone, as oportunidades são superiores aos riscos porque caso se acerte «na regulamentação da IA e na implementação».

A especialista apontou como benefícios da IA «a capacidade de democratizar completamente a educação», já que permite que quer se esteja «numa cidade pequena no Brasil, em Moçambique ou no Canadá» se pode «obter a mesma educação».

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Indicou ainda as oportunidades na área da saúde, considerando que «os custos com saúde diminuirão» e haverá «medicamentos personalizados», bem como um «enorme potencial impacto para os direitos humanos», bem como «as alterações climáticas».

«Neste momento, as pessoas estão a usar a IA para prever o tempo com mais precisão, para observar a desflorestação…», disse.

Por outro lado, para a analista os maiores riscos imediatos são «a desinformação», recordando que nos Estados Unidos há eleições a aproximarem-se, o risco de ataques cibernéticos ou a perda de alguns empregos.

«Agora é altura de melhorarmos as competências, de reabastecermos, de requalificarmos. De governos e empresas trabalharem em conjunto, de investirmos dinheiro na preparação de pessoas para empregos que nem sequer existem», afirmou.

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Neste sentido, defende uma reflexão no sistema educacional, no sistema governamental, no sistema familiar e nas instituições religiosas.

«Todos que têm influência na sociedade precisam de se unir porque os riscos podem ser cataclísmicos. Podem surgir novos empregos para pessoas que sabem usar a IA e outras cujos empregos são automatizados e desaparecem», apontou.

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