A liberdade de sermos quem somos, também na esfera profissional

Opinião de Vanessa Rolim, Healthcare Communication manager na Guess What

Human Resources
13 de Maio 2026 | 11:00

Por Vanessa Rolim, Healthcare Communication manager na Guess What

 

Na nossa vida profissional, muitos de nós aprendemos, de forma mais ou menos explícita, que trabalhar implica vestir uma determinada versão de nós próprios. Uma versão um pouco mais contida, mais neutra, talvez mais alinhada com aquilo que acreditamos serem os códigos do contexto empresarial. Durante muito tempo, pareceu natural que a competência profissional estivesse associada a alguma distância emocional, a menos opinião ou a uma presença mais discreta. Mas, aos poucos, vamos percebendo que trabalhar bem também pode significar outra coisa: trazer para o trabalho quem realmente somos. E isso é incrível!

Acredito profundamente na liberdade de sermos quem somos no nosso trabalho e a honestidade deve ser o ponto de partida (até por uma questão de coerência). Enquanto consultores de comunicação, o nosso papel não é apenas executar pedidos, mas ser parceiros dos clientes e colegas, com tudo o que isso implica: diálogo, personalidade, pensamento crítico e, muitas vezes, discordância.

Dar opinião, mesmo quando sabemos que vai ser desconfortável, não é falta de alinhamento: é responsabilidade; é compromisso com o trabalho bem feito, com aquilo que somos e com os valores e ideias que defendemos.

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No mundo corporativo, muitas pessoas ainda não conseguem ter essa liberdade. Algumas por insegurança. Outras por medo de errar ou porque lhes foi dito que, no mundo corporativo, “tem de ser assim”. Ou até por seguirem os mesmos comportamentos das suas chefias. Adapta-se o tom, escondem-se ideias e convicções, suavizam-se pensamentos…

A liberdade de sermos genuínos no nosso trabalho não é um privilégio, muito menos um acto de ingenuidade ou até falta de ambição. Não é o mundo dos ingénuos ou dos menos fortes. É o caminho de quem decide ser fiel a si próprio, mesmo quando isso é mais difícil. Ser genuíno na vida profissional significa trabalhar com integridade e alinhar aquilo que pensamos com aquilo que fazemos.

Este caminho pode ser mais exigente, mas tem uma grande vantagem: permite-nos trabalhar com liberdade. A liberdade de não representar um papel, de não esconder quem somos e de não viver profissionalmente em contradição connosco próprios. E, muitas vezes, é também essa liberdade que nos permite ser melhores profissionais.

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