
A maioria das empresas implementou os aumentos salariais previstos para 2020
De acordo com o estudo “How are companies supporting their employees during this outbreak” da Mercer, 69% das empresas implementou os incrementos salariais previstos para 2020, em particular porque 32% das empresas já os tinha implementado antes da pandemia, e 37% porque já havia comunicado antes do início do surto pandémico, admitiu que iria implementar nas datas previamente definidas.
Ainda no âmbito da compensação, das empresas inquiridas, 55% refere não ter realizado qualquer alteração no salário dos colaboradores em regime de teletrabalho, sendo que apenas 5% refere ter realizado redução ao nível dos salários, mas apenas ao nível dos executivos.
Relativamente à compensação variável, algumas organizações assumem já ter tomado algumas medidas de ajustamento (ex. adiamento da definição dos objectivos ou ajustamento nos targets), no entanto, 45% das empresas refere ainda não ter definido quais os ajustamentos a realizar relativamente a este tipo de compensação.
No que se refere ao impacto da pandemia COVID-19, 59% das empresas portuguesas refere que o impacto da pandemia foi significativo nas suas operações, e 68% das empresas portuguesas referiu ter um plano de continuidade ou plano de preparação para responder à ocorrência de uma pandemia.
No inquérito realizado, quase 62% das empresas nacionais admitiu ter encerrado todos os seus escritórios e apenas 14% referiu não encerrar, nem ter intenções para tal.
Para Tiago Borges, Rewards Leader da Mercer Portugal, «a realidade Portuguesa está muito em linha com as tendências internacionais, com a agravante de que se prevê que o impacto do COVID-19 seja particularmente gravoso no nosso país, pela dependência da economia do sector dos serviços, e em particular do turismo, altamente expostos no momento actual».
No que diz respeito aos processos de recrutamento, 43% das empresas cancelaram todos os processos de recrutamento, 19% referiu manter exclusivamente processos relacionados com substituições e 29% referiu não ter cancelado, alterando as práticas de recrutamento com recurso a entrevistas virtuais. Apenas 9% das empresas referiram manter os processos de recrutamento sem alterações.
Sobre a adopção da prática do trabalho a partir de casa, 55% das empresas revelou ter todos os seus colaboradores em regime de teletrabalho. No entanto, e previamente à situação de pandemia, em 76% das empresas, menos de 25% dos colaboradores tinha o hábito de trabalhar a partir de casa de forma regular.
Quanto aos colaboradores que trabalham a partir de casa e têm de dar assistência aos seus filhos que, por efeito do encerramento das escolas, se mantêm também em casa, 62% das empresas inquiridas refere ter apostado totalmente na flexibilidade horária dos seus colaboradores
Tendo como objectivo manter o foco e envolvimento de todos, 70% das organizações refere ter desenvolvido comunicações regulares da liderança para todos os colaboradores com foco na partilha de informação sobre as acções tomadas pela empresa.
O estudo “How are companies supporting their employees during this outbreak” da Mercer teve como objectivo monitorar, ao momento, o impacto da pandemia do novo coronavírus nas empresas a nível mundial. Este estudo, que pode ser acompanhado em tempo real – uma vez que continua aberto a respostas de empresas em todo o mundo, inclusivamente às portuguesas –, compila agora as respostas do tecido empresarial português.
Os resultados deste estudo são automaticamente actualizados sempre que existem novos participantes, permitindo com que a Mercer possa medir o pulso das organizações (globalmente e por região) no que diz respeito às medidas tomadas em resposta aos desafios criados pelo COVID-19.