A mentoria que se faz a caminhar

Organizar a mente e a vida, com os pés bem assentes na terra. É esta a filosofia da Walking Mentorship, que se propõe criar hábitos de desenvolvimento pessoal que sejam o mais autónomos possível.

 

Por Sandra M. Pinto

 

Academicamente ligado ao Direito mas apaixonado pela Gestão, João Perre Viana é o mentor da Walking Mentorship. Tendo criado aos 24 anos a sua própria empresa de Comunicação Digital, conclui em 2003 o MBA na Bélgica, partindo depois para uma jornada que o levaria a destinos tão díspares como o Cazaquistão, a Ucrânia, Angola e Moçambique. Durante esse processo, foi mentor em várias empresas e ensinou em diferentes universidades, mantendo sempre o desejo de regressar a Portugal onde queria implementar o seu sonho, a Walking Mentorship.

É um projecto que tem estado «em permanente desenvolvimento na minha vida, nomeadamente desde que passei o meu último ano de liceu nas Montanhas Rochosas, em Montana, em 1991 e um pouco mais tarde, em 1993, após uma viagem a Espanha e França», recorda. Foi precisamente nessa altura que João se apercebeu de que, em paralelo ao movimento físico, havia também uma jornada interior que poderia ser amplificada na medida do contexto e da forma como a fazíamos. «Desde esse momento, tenho procurado guardar as lições que fui recebendo e que foram contribuindo para desenhar o meu propósito.». Quase vinte anos depois, em 2014, sentiu que tinha chegado o momento para consolidar aquilo que tinha aprendido e vivido, e «foi assim que surgiu este projecto de vida e que na verdade continua a “nascer” todos os dias».

Se habitualmente podemos acelerar na aquisição de alguns conhecimentos se neles for investido mais tempo e outros recursos, no caso da Walking Mentorship «foi a necessidade de viver diferentes experiências e aprender determinadas lições de vida que acabou por determinar o tempo necessário para amadurecer a ideia e perceber o momento de avançar».

Questionado sobre a forma como descobriu a caminhada, João Perre Viana revela que foi a caminhada que o descobriu a ele. «Creio que as primeiras grandes caminhadas que fiz, foram o resultado de estar disponível para seguir outras pessoas e experimentar algo que nunca tinha feito», relembra. «Penso que foram as caminhadas que me descobriram, primeiro em família, depois no escutismo e grupos de jovens e mais tarde, seguindo os bons conselhos de pessoas que me eram próximas». O mentor da Walking Mentorship acredita que quando se estabelece uma relação de confiança com alguém que partilha connosco experiências, conselhos e métodos de trabalho, geralmente acabamos por incorporar algo de positivo nas nossas vidas, «daí a importância da mentoria».

Leia a reportagem na íntegra na edição de Abril da Human Resources.

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