A prestação da casa subiu em Agosto? Veja como pode antecipar o impacto meses antes

A revisão de Agosto acrescenta custos à prestação do crédito habitação. O Comparajá reuniu informação sobre o tema.

Human Resources com ComparaJá.pt
22 de Agosto 2026 | 10:00
A prestação da casa subiu em Agosto? Veja como pode antecipar o impacto meses antes

Perfil ilustrativo, construído a partir de situações frequentes, para mostrar uma conta que muita gente fez este mês pela primeira vez sem saber que a podia ter feito seis meses antes.

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Helena tem um crédito à habitação contratado há oito anos, com cerca de 120 mil euros ainda em dívida e vinte e dois anos de prazo por cumprir. A taxa é variável, indexada à Euribor a seis meses, com revisão em Fevereiro e em Agosto. Em Fevereiro, a taxa de referência aplicada ao contrato foi de 2,137%. Na revisão deste mês, passou para 2,647%. Meio ponto percentual de agravamento numa única actualização.

Traduzido em prestação, com um spread de um ponto percentual, a mensalidade sobe de cerca de 630 euros para cerca de 662 euros. São aproximadamente 32 euros por mês, ou perto de 190 euros até à revisão seguinte, em Fevereiro. Não é um valor que ponha em causa o orçamento de Helena. É, ainda assim, um valor que ela não tinha previsto, porque a última vez que olhou para o contrato foi quando o assinou.

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O ponto que interessa aqui não é a subida. É o facto de ter sido conhecida com antecedência e não ter sido usada. A Euribor é publicada diariamente e a taxa que se aplica na revisão é fixada com base num valor conhecido dias antes da data. Qualquer titular de crédito com revisão em Agosto sabia em Julho, com margem confortável, o que ia acontecer à prestação. Essa informação não serve para evitar a subida, que é contratual, mas serve para duas coisas concretas: ajustar o orçamento do semestre e decidir se vale a pena procurar alternativa antes da revisão seguinte.

É nesta segunda decisão que a maioria das pessoas perde dinheiro por inércia. Um contrato assinado há oito anos tem quase sempre um spread superior ao que o mercado pratica hoje, porque a concorrência entre bancos por carteira de crédito habitação se intensificou de forma significativa. A taxa de referência não é negociável, mas o spread é, e é a única componente da prestação que depende de uma decisão de quem paga. Vale a pena verificar qual é o valor inscrito no contrato antes de assumir que nada há a fazer, e simular o impacto da Euribor na prestação para perceber o que muda em cada cenário de revisão.

Helena fez as contas e concluiu duas coisas. A primeira é que os 32 euros adicionais cabem no orçamento e não justificam decisões precipitadas em Agosto. A segunda é que o spread que paga é superior em quase meio ponto ao que encontrou em propostas alternativas, o que representa bastante mais do que os 32 euros da revisão, todos os meses, durante os vinte e dois anos que faltam. A subida da Euribor foi o que a fez olhar. O que encontrou quando olhou não tinha nada a ver com a Euribor, e estava lá há oito anos.

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