A realidade virtual pode ajudar a combater o racismo no local de trabalho. Saiba como

Margarida Lopes
28 de Agosto 2020 | 10:09

Se estivesse no seu local de trabalho e um dos seus colegas fizesse um comentário racista, o que fazia? Isto é um dos cenários que a startup Vantage Point apresenta no seu programa de formação para combater a discriminação racial no local de trabalho, avança a CNN Business.

 

Usando auscultadores de realidade virtual (RV), os colaboradores são imersos em cenários baseados em eventos reais, onde assistem a uma cena de discriminação e são questionados sobre como reagiriam.

Morgan Mercer, a fundadora da empresa, é uma mulher birracial que foi submetida a racismo e sexismo no local de trabalho e quer que as pessoas que não tiveram essas experiências entendam como é. A fundadora da empresa acredita que a tecnologia de RV é essencial para transmitir a mensagem.

De acordo com uma pesquisa do site de emprego e recrutamento Glassdoor, em média, quase um terço dos adultos ​​nos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha viveram ou testemunharam racismo no local de trabalho. Esse tipo de ambiente pode dificultar a retenção de colaboradores de minorias étnicas.

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Além do mais, a diversidade é boa para os resultados financeiros. De acordo com um relatório da McKinsey de 2020, as empresas com uma força de trabalho mais diversificada provavelmente terão mais sucesso. O estudo que inquiriu 1000 empresas em 15 países, concluiu que as empresas com maior diversidade étnica eram 36% mais lucrativas e as empresas com mais de 30% de mulheres executivas tendem a superar as que têm menos.

 

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