No seguimento do mais recente ManpowerGroup Employment Outlook Survey referente ao terceiro trimestre do ano, os dados mostram quase quatro em cada 10 empresas em Portugal (37%) estão a rever as suas estratégias de talento para preparar a reforma dos trabalhadores da Geração Boomer.
Este é um valor inferior ao da média global (57%) e que poderá traduzir uma menor sensibilidade das portuguesas ao impacto da saída dos trabalhadores da Geração Boomer do mercado de trabalho.
Assim, em Portugal, grande parte dos empregadores (45%) espera vir a sentir pouco impacto decorrente da reforma dos Baby Boomers, 27% prevê um impacto moderado e 10% a preverem muito impacto. 15% dos empregadores nacionais espera, por outro lado, não sentir impacto de todo.
A nível sectorial, a preparação para a reforma da Geração Boomer reflecte os diferentes perfis etários, dinâmicas laborais e graus de maturidade na gestão de talento entre indústrias. Em Portugal, o sector das Tecnologias de Informação surge como o mais proactivo, com 45% dos empregadores a reverem as suas estratégias de talento para preparar a saída dos trabalhadores da Geração Boomer.
Já a nível global, 58% destes empregadores antecipam um impacto nas suas estratégias de talento, valor que embora superior ao nacional, não revela o impacto sectorial mais acentuado. A este nível, destacam-se os empregadores globais dos sectores de Energia e Utillities e de Serviços de Comunicação, ambos com 63%, seguindo-se o sector de Transportes, Logística e Automóvel, com 62%.
Em Portugal, os sectores de Transportes, Logística e Automóvel (44%), Finanças e Imobiliário (43%) e Bens e Serviços de Consumo (42%) revelam também estarem proactivamente a preparar a reforma da Geração Boomer. Segue-se o sector dos Cuidados de Saúde e Ciências da Vida, que se encontra a meio da tabela, com 38% dos empregadores nacionais a reverem as suas estratégias de gestão de talento.
Finalmente, a apresentar transições mais graduais em Portugal, surgem os sectores de Energia e Utilities (31%), Serviços de Comunicação (30%) e Indústria Pesada e Materiais (26%).
O estudo trimestral do ManpowerGroup entrevistou mais de 40.600 empregadores, em 42 países e territórios.














