Há uma competência a tornar-se cada vez mais valiosa nas empresas. Saiba qual e como a desenvolver

Como lidar com um mundo cada vez mais stressante, sem sofrer de burnout, e prosperar? Há quem refira a “garra” como uma “arma poderosa”, mas é preciso mais do que isso.

Human Resources
13 de Agosto 2026 | 10:40
Há uma competência a tornar-se cada vez mais valiosa nas empresas. Saiba qual e como a desenvolver

Segundo o State of the Global Workplace 2026 da Gallup, o stress global dos colaboradores atingiu um nível recorde, com 44% da força de trabalho mundial a relatar stress diário significativo.

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O Negative Experience Index, que monitoriza o stress, a tristeza e a preocupação diários, também atingiu o seu nível mais elevado em mais de uma década, de acordo com o State of the World’s Emotional Health 2025, também da Gallup.

Como lidar com um mundo cada vez mais stressante, sem sofrer de burnout, e prosperar? Há quem refira a “garra” como uma “arma poderosa”, mas é preciso mais do que isso. Segundo a Fast Company, os líderes resilientes baseiam-se em três hábitos específicos para se adaptarem.

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Introspecção regular

Muitas pessoas tratam os seus pensamentos e sentimentos como uma aplicação em segundo plano; só reparam neles quando o sistema falha. Mas quando se chega a um nível 10 na escala de burnout, já é tarde demais. É muito mais fácil lidar com o stress quando este está num nível 4 do que quando já passaram meses desde o seu início.

Em muitos ambientes de trabalho, há quem veja o “andar para a frente” como uma medalha. No entanto, reprimir as suas emoções é um atalho para a exaustão. Quando ignora a tensão crescente, não se livra dela. Obriga o seu sistema nervoso a carregar o fardo. Isto drena a energia e o foco necessários para tomar decisões lúcidas e importantes.

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Recorrer ao Google ou IA à procura de respostas, em vez de ouvir a sua própria intuição, seja através de práticas como a meditação ou a escrita terapêutica, também não resolve nada. Se está sempre a olhar para um ecrã em busca da “dica certa”, perde a capacidade de ouvir os sinais internos que indicam quando uma estratégia (ou o seu próprio bem-estar) está a chegar a um ponto crítico.

Reparar no lado bom

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A psicologia positiva não se trata de ver tudo com optimismo exagerado ou ignorar as dificuldades da vida, muito menos ser indiferente ou ignorar o stress. No entanto, sugere xpandir o seu campo de visão.

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Mesmo em momentos de grande stress, há vislumbres de alegria. Quando enfrenta um grande desafio, experimenta momentos de realização. Mesmo em tempos de perda e luto, existe um lado positivo de amor e conexão. As dificuldades e os prazeres da vida podem coexistir.

Uma das ferramentas mais eficazes para lidar com esta dualidade é a gratidão. Fazer um balanço regular das coisas pelas quais se está grato na vida funciona como um escudo protector contra o esgotamento. Isto tira o seu cérebro do modo permanente de detecção de ameaças, permitindo-lhe ver características e conquistas que, de outra forma, passariam despercebidas. Considere fazer uma “auditoria de gratidão” no final do dia, onde identifica três pequenas coisas boas e analisa porque é que aconteceram.

Tratar a felicidade como um esforço coletivo

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Os líderes emocionalmente resilientes não tratam o bem-estar como um projecto individual. O maior indicador de saúde e felicidade a longo prazo não é a riqueza, a fama ou mesmo o QI, é a qualidade dos relacionamentos.

Os profissionais de alto desempenho que sobrevivem a ambientes de alta pressão não carregam o peso sozinhos. Entendem que a felicidade é relacional. Todos são importantes uns para os outros. Em vez de se isolarem quando a pressão aumenta, apoiam-se na sua rede e partilham a carga para que esta não recaia inteiramente sobre os seus ombros.

Numa era de crescente solidão, o bem-estar social é tão vital como o físico. As pessoas resilientes investem tempo intencionalmente no desenvolvimento de laços profundos e saudáveis. Ao manterem uma rede de apoio onde tanto podem dar como receber ajuda, garantem que, quando o ambiente se torna tóxico ou os riscos se tornam demasiado elevados, não estão sozinhas.

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