O primeiro café-restaurante Joyeux em Portugal abre portas hoje, dia 23 de Novembro, para promover a empregabilidade e a formação de pessoas com dificuldades intelectuais e do desenvolvimento (DID), tais como a trissomia 21 ou o autismo.
No Joyeux, as várias funções da restauração, desde a cozinha ao serviço de sala, estão a cargo destes jovens que, orientados por profissionais da restauração, têm pela frente o objectivo de conquistarem a sua autonomia profissional.
O Joyeux em Portugal resulta de um acordo entre a Associação Vilacomvida e a Fundação Émeraude Solidaire para o desenvolvimento do franchising da marca Joyeux, a primeira família de cafés-restaurantes solidários e inclusivos, nascida em França em 2017 e que pretende trazer a diferença intelectual para o centro das nossas vidas e das nossas cidades, formando e empregando pessoas com dificuldades intelectuais e do desenvolvimento. A primeira abertura acontece agora na Calçada da Estrela nº 26, em Lisboa.
A inauguração do café Joyeux acontece no decorrer da Semana Europeia da Empregabilidade das Pessoas com Deficiência, que se assinala de 15 a 22 de Novembro.
A presidente da Associação Vilacomvida, Filipa Pinto Coelho, afirma: «Para nós é um grande orgulho e privilégio, mas também uma grande responsabilidade, o desenvolvimento no nosso território da marca solidária e inclusiva JOYEUX, com a qual temos tanto em comum. A nossa missão é mudar o olhar sobre a incapacidade intelectual através do encontro e da partilha, propondo uma oferta de qualidade no âmbito da restauração, permitindo desta forma um contacto mais próximo, regular e positivo com a diferença».
Uma pessoa com dificuldades intelectuais e do desenvolvimento (DID), desde que maior de 18 anos, e com gosto pela área da restauração, pode ser seleccionado para fazer parte da equipa Joyeux, ser contratado, receber o seu merecido salário e com ele usufruir, sem custos, da Escola JOYEUX – um curso de formação de dois anos, certificado, que o diplomará como “empregado polivalente no sector da restauração”. Além de tudo isto, fazer parte de uma equipa JOYEUX é também ter a certeza de que todo o processo do qual este jovem irá participar está pensado para que possa fazê-lo com autonomia.
O objectivo da Associação VilacomVida, que celebra este ano o quinto aniversário, é a criação de cinco a sete cafés-restaurantes JOYEUX no território português até 2026, permitindo desta forma o emprego de perto de uma centena de colaboradores Joyeux. Depois de Lisboa, seguir-se-á Cascais no primeiro semestre de 2022. Além de Portugal, que é o primeiro país a receber o conceito fora de França, o Café Joyeux tem previstas outras aberturas na Europa nos próximos meses.
O modelo de investimento para a abertura de cada Café Joyeux em França, e agora também em Portugal, assenta na angariação de fundos feita junto de doadores empresariais e particulares, que apoiam a compra dos equipamentos, obras, decoração e fundo de maneio para os primeiros três a seis meses. Passado este período, todos os custos decorrentes da operação serão cobertos pelo negócio social e os lucros existentes serão reinvestidos na abertura de mais cafés-restaurantes Joyeux, para assim poderem ser proporcionados mais postos de trabalho.
O plano de expansão prevê que com cinco cafés-restaurantes Joyeux abertos será atingida a sustentabilidade do projecto. Para além de Portugal, o café Joyeux tem previstas outras aberturas internacionais nos próximos meses, Bruxelas, Genéve e Nova Iorque.
A filosofia da marca JOYEUX assenta em localizações no coração das cidades, em zonas de elevada afluência. A carta culinária propõe sempre produtos frescos, da época e preparados no local por colaboradores Joyeux, privilegiando assim a economia local e circular, a sustentabilidade e o ambiente.
A Delta Cafés, parceira nesta iniciativa, desenvolveu um blend especialmente para os Cafés Joyeux em Portugal. Logoplaste, Fundação AGEAS, FNAC, Banco Santander, BPI – Fundação La Caixa, Grupo Brisa, Rubis Energia, Auchan, MEO, BNP Paribas, Paulo Duarte Transportes – são alguns dos parceiros que já manifestaram o seu apoio no lançamento desta missão em Portugal, contribuindo assim para a sua sustentabilidade a curto prazo.














