Inspirado no papel desempenhado pelo Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas, o IPI pretende reunir e avaliar o conhecimento científico disponível sobre a desigualdade, as suas causas e consequências, contribuindo para políticas públicas baseadas em dados e evidência.
A proposta de criação do painel foi uma das principais recomendações do relatório do G20 sobre a desigualdade, elaborado por um grupo de especialistas presidido pelo economista e Prémio Nobel Joseph Stiglitz. A iniciativa conta já com o apoio dos Governos da África do Sul, Brasil, Noruega e Espanha, que têm trabalhado com especialistas académicos, bem como do secretário-geral das Nações Unidas.
A carta, promovida em Portugal pela Oikos, é dirigida ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro e ao ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros e apela a que Portugal se junte aos países que apoiam a criação do painel. Os signatários identificaram três formas concretas de participação: a presença de Portugal no Evento de Alto Nível de Líderes em Nova Iorque; a subscrição da declaração de visão para o IPI; e a adesão à coligação de governos que apoia o estabelecimento do painel.
A iniciativa portuguesa surge no contexto de um movimento internacional que considera necessário reforçar o conhecimento científico sobre a desigualdade. Em Portugal, na Europa e no mundo, os elevados níveis de desigualdade estão ligados a muitos dos desafios económicos, políticos, sociais e ambientais que enfrentamos, defendem os signatários, sublinhando a importância de construir uma base de conhecimento comum para orientar respostas eficazes.
O apelo foi subscrito por académicos e investigadores portugueses de diferentes áreas, ligados ao ISEG, ISCTE, ICS e FEUC que se juntaram assim à iniciativa internacional em defesa da criação do Painel Internacional sobre a Desigualdade.
















