Aceitaria ter um chefe de IA? Um em cada três trabalhadores diz que seria mais produtivo

Um número crescente de trabalhadores vê potencial na utilização da inteligência artificial em funções de liderança.

Human Resources
14 de Setembro 2026 | 09:40
Aceitaria ter um chefe de IA? Um em cada três trabalhadores diz que seria mais produtivo

De acordo com um estudo da Careerminds UK, 36,7% dos colaboradores no Reino Unido acreditam que seriam mais produtivos se reportassem a um gestor baseado em IA. Entre directores e líderes de topo, a convicção é ainda mais forte: 64% antecipa ganhos de produtividade com este modelo de gestão, reporta o TechRadar Pro.

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Apesar desta abertura à utilização da IA na gestão, os colaboradores continuam a valorizar a componente humana da liderança. A larga maioria dos inquiridos (74,2%) prefere receber avaliações de desempenho e feedback directamente de um gestor humano, em vez de um sistema automatizado ou chatbot.

O estudo, realizado junto de 600 trabalhadores a tempo inteiro no Reino Unido, revela também diferenças geracionais. Os profissionais mais jovens demonstram maior predisposição para aceitar uma camada de gestão apoiada por IA, numa altura em que várias organizações exploram estruturas mais horizontais e processos de decisão cada vez mais automatizados.

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No entanto, a perspectiva de recorrer à IA para substituir funções de chefia intermédia continua a gerar reservas. Quase 40% dos gestores consideram improvável que a tecnologia consiga gerar os ganhos de produtividade prometidos, reflectindo o cepticismo de quem poderá sentir os efeitos mais directos da transformação dos modelos de liderança.

Os resultados evidenciam também uma divisão entre as expectativas das diferentes hierarquias. Enquanto 64% dos directores acreditam nos benefícios da gestão por IA e 28% antecipa ganhos significativos, entre os quadros seniores essa percentagem desce para 42,6%.

Amanda Augustine, especialista de carreira da Careerminds UK, defende que os resultados não devem ser interpretados como um desejo dos trabalhadores de substituir integralmente os seus gestores por tecnologia. Segundo a especialista, a oportunidade para as organizações passa por utilizar a IA para tornar os gestores mais eficazes, libertando-os de tarefas administrativas e repetitivas, sem eliminar o papel humano associado ao julgamento, à empatia e ao contexto.

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A mesma responsável sublinha que os gestores intermédios enfrentam uma pressão crescente, situando-se entre as expectativas das lideranças de topo e as necessidades das equipas. Neste contexto, a IA poderá funcionar como ferramenta de apoio à gestão, mas dificilmente substituirá o valor que os colaboradores atribuem à orientação, ao desenvolvimento profissional e ao acompanhamento humano.

À medida que as organizações aceleram a adopção da IA, o estudo sugere que o desafio para os departamentos de Recursos Humanos será encontrar um equilíbrio entre eficiência operacional e experiência dos colaboradores, garantindo que a tecnologia complementa, em vez de substituir, as relações humanas no local de trabalho.

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