Acredita que este ano vai ser melhor do que 2025? Saiba o que pensa a maioria dos portugueses

Human Resources com Lusa
18 de Janeiro 2026 | 14:00

Os portugueses iniciam 2026 com um optimismo moderado, num contexto marcado por preocupações económicas e por um cenário internacional de maior instabilidade. De acordo com a mais recente sondagem da Gallup International Association (GIA), conduzida em Portugal pela Intercampus, 40% dos inquiridos consideram que este ano será melhor do que 2025.

Em sentido oposto, 30% antecipa um agravamento da situação, enquanto 27% acredita que 2026 deverá manter-se semelhante ao ano anterior.

Os resultados colocam Portugal próximo da média da Europa Ocidental, onde 29% dos cidadãos acreditam que 2026 será melhor do que 2025 e 27% espera um ano pior. A diferença surge sobretudo na percentagem de portugueses que antecipa um cenário de melhoria, ligeiramente superior à registada no conjunto dos países europeus. À escala global, as expectativas são semelhantes, com 37% dos inquiridos a antecipar um ano melhor e 25% a prever um agravamento, o que aproxima Portugal da tendência mundial.

Quando questionados sobre a situação económica, os portugueses revelam uma visão mais cautelosa. Apenas 27% acredita que 2026 será um ano de prosperidade económica para o país, enquanto 42% antecipa dificuldades e 29% considera que a situação deverá permanecer semelhante à de 2025. Este sentimento reflete um contexto recente marcado pela subida da inflação, pela perda de poder de compra das famílias e pela persistência de taxas de juro elevadas, fatores que continuam a influenciar o início do ano.

Na Europa Ocidental, o pessimismo económico é ainda mais acentuado, com apenas 13% dos cidadãos a esperar prosperidade económica e quase metade a antecipar dificuldades. A nível global, 24% espera um ano de prosperidade e 40% antecipa dificuldades económicas, valores muito próximos dos observados em Portugal.

Continue a ler após a publicidade

A instabilidade internacional surge igualmente como uma preocupação central. Em Portugal, 44% dos inquiridos consideram que o mundo será mais conturbado em 2026, enquanto 35% acredita num cenário mais pacífico e 19% espera que a situação se mantenha semelhante à de 2025.

Na Europa Ocidental, a percepção de agravamento da instabilidade é mais forte, com 55% a antecipar um mundo mais conturbado e apenas 14% a esperar maior paz. À escala global, 40% dos cidadãos esperam um agravamento da situação internacional e 26% acreditam numa evolução positiva.

A nível mundial, o estudo evidencia contrastes claros entre países e regiões. As expectativas mais positivas concentram-se sobretudo no Sul Global, com países como o Quénia, a Arábia Saudita, a África do Sul, a Colômbia e o Paquistão a destacarem-se pelos níveis elevados de esperança em relação a 2026. Em contraste, vários países da Europa Ocidental e de Leste, como a Bélgica, a França, a Alemanha, a Áustria e a Bulgária, surgem entre os mais pessimistas, tanto em relação à economia como à estabilidade global.

Continue a ler após a publicidade

A análise sociodemográfica revela também diferenças relevantes. Os inquiridos mais jovens, com menos de 34 anos, tendem a apresentar níveis mais elevados de optimismo em relação ao futuro, enquanto as faixas etárias acima dos 55 anos demonstram maior preocupação com a economia e com a paz mundial. As diferenças entre homens e mulheres são pouco significativas, mas o nível de rendimento mostra-se determinante: nos países com rendimentos mais baixos, as expectativas positivas são mais frequentes do que nas economias mais desenvolvidas.

No conjunto das três questões analisadas (expectativas para 2026, situação económica e estabilidade global) os dados indicam que Portugal inicia o novo ano atento aos riscos, mas alinhado com a média global nas expectativas e distante do pessimismo mais acentuado observado em várias economias europeias.

O Inquérito Internacional da Gallup International (EoY), conduzido em Portugal pela Intercampus, foi realizado em 60 países de todo o mundo. Foi entrevistado um total de 59.636 pessoas sobre esta questão. Em cada país, foi entrevistada uma amostra representativa de cerca de 1000 homens e mulheres entre Outubro e Dezembro de 2025, quer pessoalmente, quer por telefone ou online. A margem de erro do inquérito é de ±3-5% para um nível de confiança de 95%.

Partilhar


Mais Notícias