Actualmente, a sua presença digital tem mais peso do que o seu CV. Entenda porquê

Human Resources com Lusa
16 de Setembro 2025 | 10:10

Muito antes de alguém ler o seu currículo ou avaliar as suas credenciais, já está a pesquisar sobre si no Google, revela o Allwork Space. Por isso, se a sua presença digital não corroborar a sua história, nem o melhor CV do mundo o salvará.

Seja através do LinkedIn, de bases de dados internas de talentos ou de ferramentas de triagem baseadas em IA, os decisores começam onde a maioria das pessoas começa: num motor de pesquisa.

E o que lá descobrem tem peso. Até pode ser um excelente profissional, mas se a sua presença online revelar um perfil desactualizado ou conteúdo que pareça gerado por IA, essa discrepância entre o mundo real e o digital não cria apenas cepticismo, pode levar a uma rápida demissão.

Actualmente, os empregadores estão a contratar por competências, adaptabilidade e autenticidade. Por isso, os recrutadores não analisam apenas os seus documentos, procuram sinais consistentes em todas as plataformas onde o seu trabalho profissional está presente.

Um perfil ignorado no LinkedIn ou uma incompatibilidade entre o seu perfil e as suas alegações podem ser prejudiciais. Num mundo que prioriza as pesquisas, é esperada credibilidade e coerência.

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Recorrer a apoio externo para melhorar o seu currículo ou perfis sociais não o levará longe se não houver substância por trás do brilho. A autenticidade e a confiança não se podem comprar.

Isso não significa que precisa de publicar conteúdos constantemente. Mas os sites aos quais vão procurar saber mais sobre si, especialmente o LinkedIn, devem reflectir os seus valores, expertise e caminho.

Um perfil ou portefólio autêntico que fale por si só contribuirá muito mais para a sua credibilidade do que um perfil muito bem polido, mas impessoal. O objectivo é clareza, para que as pessoas certas possam ver exactamente o que aporta a determinada empresa.

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Por isso, os profissionais de recrutamento procuram provas nas suas publicações online, nas recomendações da sua rede e até mesmo em interacções casuais que demonstrem o a sua forma de pensar e comunicar.

Se está a passar por uma mudança de carreira ou a tentar um novo emprego, certifique-se de que a sua presença online reflecte os seus pontos fortes e objectivos reais, e não apenas o que pensa que os outros querem ver. Evite entregar a sua voz a plataformas ou pessoas que não conseguem falar a partir da sua experiência.

Porque, quer queira quer não, já tem uma marca pessoal. A questão é se a está a construí-la activamente e se tem controlo da sua narrativa. Se fez uma transição importante, fale sobre ela. Partilhe a sua curva de aprendizagem, a sua curiosidade e o seu crescimento. Se está a posicionar- se como um líder inovador, faça-o com substância e regularidade.

Não está a procurar tornar-se viral, mas sim a construir um histórico visível. E são os históricos que constroem confiança.

O futuro do trabalho é digital, global e transparente. E os profissionais que se destacarão são aqueles cuja presença online reflecte genuinamente quem são, o que sabem e como se apresentam.

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