O número de trabalhadores na administração pública aumentou 1% no segundo trimestre de 2026, totalizando 768.378 postos de trabalho, segundo dados divulgados pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).
De acordo com a Síntese Estatística do Emprego Público, “a 30 de Junho de 2026, o emprego no sector das administrações públicas situou-se em 768.378 postos de trabalho, assinalando um aumento de 1% (+7.390 postos de trabalho) em termos homólogos”.
Face ao trimestre anterior, registou-se um crescimento de 0,1%, correspondente a mais 895 postos de trabalho.
A evolução homóloga do emprego público resultou do aumento nas administrações central, com mais 4.144 postos, e local, com 3.606 postos adicionais.
Segundo o documento, este crescimento deveu-se sobretudo à variação nas carreiras de técnico superior (+2.854 postos), enfermagem (+1.009), Forças Armadas (974), educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+788), bem como na carreira médica (+673).
O acréscimo trimestral de 895 postos teve como principal impulso a administração local, que registou um aumento de 961 postos, devido principalmente ao crescimento nas carreiras gerais dos municípios: assistente operacional (+445), técnico superior (+197) e assistente técnico (+101).
O documento acrescenta que “o emprego no sector das administrações públicas representava 7,1% da população total (rácio de administração), 13,5% da população activa e 14,2% da população empregada, reflectindo uma ténue diminuição do emprego público na população activa e no mercado de trabalho face ao trimestre anterior (-0,1 e -0,2 pontos percentuais, respectivamente)”.
Entre Abril e Junho, o peso dos postos de trabalho nas administrações públicas ocupados por mulheres representou 17,2% da população activa feminina e 18,3% da população empregada feminina, valores ligeiramente inferiores aos 17,3% e 18,6%, respectivamente, do trimestre anterior.
Em 30 de Junho, a estrutura do emprego nas administrações públicas estava dividida pelas áreas da administração pública e defesa, segurança social obrigatória (39,7%), educação (33,9%), actividades de saúde humana e acção social (22,8%) e outras actividades (3,6%).


















