AESE Business School: Foco na alta direcção

Os programas executivos da AESE Business School são abertos a dirigentes de todos os sectores de actividade e aliam a teoria à prática, através de parcerias com o mercado real.

 

A AESE Business School continua a apostar numa estratégia de foco na Alta Direcção e na transformação das pessoas para formar líderes cada vez mais qualificados. Em entrevista à Human Resources Portugal, José Fonseca Pires, director responsável pela Formação de Executivos da AESE Business School, explica como esta estratégia está a responder aos desafios que ficaram de dois anos de pandemia e grandes transformações nas empresas e nas entidades de formação.

Qual é a estratégia que a AESE Business School tem vindo a adoptar para que a sua formação de executivos consiga ser o mais aproximada possível da realidade das empresas?
A AESE Business School tem adoptado uma estratégia de diálogo e de verdadeira parceria com as empresas e as suas pessoas. No que se relaciona com os Programas Executivos, abertos a dirigentes de todos os sectores, a avaliação que os participantes fazem do Programa como um todo, assim como das diversas sessões, ajudam-nos a ouvir “a voz do cliente”; voz essa que, depois, é estudada e ponderada para adaptações que sempre ocorrem de edição para edição. Nas ocasiões em que se perspectiva um programa In Company, optamos por estabelecer um processo de cocriação, envolvendo equipas da empresa e da AESE que, juntos, afinam a oferta formativa às necessidades concretas da companhia e dos colaboradores.

Mas o que torna a formação da AESE particularmente relevante e próxima da realidade das empresas é a utilização massiva de casos reais orientados por professores com experiência empresarial e humana.

 

Que parcerias tem a AESE com empresas para aproximar a sua oferta do mundo do trabalho e com que objectivos?
A AESE tem um conjunto de parcerias com as empresas a vários níveis. Da relação com o tecido empresarial, destaco o trabalho desenvolvido com as empresas patrocinadoras, uma fonte permanente de informação sobre os problemas sentidos, que se convertem em autênticos desafios de inovação, criatividade e crescimento conjunto. Os projectos de In Company, empreendidos com as próprias empresas que nos procuram, é outra das oportunidades de levar as entidades a outro nível de eficiência nas operações, na excelência do serviço e no cuidado com as pessoas. A ligação à rede de escolas parceiras do IESE Business School, sustentadamente cimeira nos rankings do Financial Times, e a outras escolas internacionais de referência, fornecem um know-how sempre actualizado, na vanguarda das tendências que a mudança constante e o contexto de incerteza permitem antever.

O Conselho Consultivo da AESE, composto por personalidades notáveis e também de antigos alunos, que se têm destacado o longo da sua trajectória profissional pelo mérito e pelos valores, contribuem positivamente para que a AESE mantenha presente a sua missão de forjar líderes, atentos, responsáveis e comprometidos com fazer bem o que deve ser feito, em cada decisão tomada.

 

De que forma foi adaptada a oferta formativa de acordo com as mudanças ocorridas em todos os sectores nos últimos dois anos?
Ao desafio dos últimos dois anos, procurámos responder, em primeiro lugar, com um reforço da unidade e do compromisso interno: garantir que todos tinham condições pessoais, familiares e profissionais para fazer frente à situação que estávamos a sofrer.

Também fizemos uma aposta forte em infra-estruturas e treino de professores no “mundo digital”, o que nos permitiu dar uma resposta sólida e profissional à necessidade de formação executiva em modo remoto.

Assim, nestes dois anos, sempre privilegiando a formação presencial, ganhámos flexibilidade para poder oferecer soluções remotas sem reduzir a qualidade e o impacto formativo nos participantes, tanto nos Programas Executivos como nos In Companies que organizámos.

Agora, estamos em condições de nos adaptarmos às necessidades e preferências dos nossos clientes, oferecendo soluções robustas em todas as modalidades: presencial, blended e totalmente online.

 

De que forma essas mudanças se reflectem nos programas e nos conteúdos?
Quanto aos conteúdos, procuramos discutir case studies que reflectem a situação pandémica e pós-pandémica: lembro-me do Caso Moderna (2021) e de outros em que transparece a nova realidade do balanceamento entre trabalho presencial e remoto nos escritórios e companhias, a competição pelo talento, ou a transformação digital acelerada que estamos a vivenciar.

Nos programas, passámos a ter oportunidade de enriquecer a agenda formativa com a presença remota de professores convidados que, de outra forma, seria difícil que participassem; tornou-se possível que participantes retidos pela COVID-19 em suas casas pudessem participar remotamente nas discussões em sala; e passámos a oferecer Programas de Executivos 100% online, com as adaptações necessárias para que a experiência e a aprendizagem sejam efectivas.

 

E o que mudou nas metodologias de ensino?
Assim como as empresas e organizações tiveram de se adaptar a dinâmicas extraordinárias de trabalho com a COVID- 19, também a AESE teve, nalguns aspectos, de se reinventar. O Método do Caso, conhecido por ser uma metodologia de excelência na formação de executivos, de cariz presencial, teve de ser adequado às sessões remotas. Para isso, os professores aprenderam a fazer o que fazem com rigor e expertise, também numa plataforma online, gerindo as interacções nos grupos, com uma habilidade marcadamente diferente e tão ou mais exigente do que antes. O ritmo de aprendizagem teve de ser adaptado, as pausas e os tempos bem medidos, e a participação de todos orquestrada de uma maneira diferente. Foi também oportuno ensaiar outras metodologias, quizzes, simulações, polls, etc.

Em qualquer das modalidades de ensino, a AESE tem sabido crescer, mantendo o espírito jovem de aprendizagem contínua e de parceria com as empresas e os participantes.

 

Quais as principais competências que as empresas pretendem formar nos seus colaboradores quando procuram a formação executiva da AESE?
A capacidade de tomada de decisões sob a perspectiva de Direcção-Geral, a liderança e a ética são as qualidades cimeiras procuradas pelas empresas e pelos dirigentes que se aproximam da AESE. E isto porque sabem que colocamos a pessoa no centro da organização e ajudamos a aprofundar a consciência dos dirigentes sobre a sua responsabilidade com a sua equipa e com a comunidade em que se inserem. Por outro lado, conhecem que na AESE advogamos um crescimento das empresas e dos negócios com um sentido humanista, que só faz sentido quando a competitividade se encontra alicerçada num crescimento humano e sustentável a todos os níveis. Esta procura torna-se ainda mais consciente e premente quando se trata da formação de dirigentes de empresas familiares em que o legado é um factor estratégico claro e particularmente desejável.

 

Hoje, a formação que as empresas procuram é mais uma forma de upskilling ou de reskilling?
As empresas procuram sobretudo a captação e a retenção dos talentos; o talento é um bem escasso e objecto de competição entre as companhias.

Por isso, tanto o aperfeiçoamento e actualização das competências que já reconhecem nos seus colaboradores, assim como o desenvolvimento de outras capacidades que se prendem mais com a agilidade e flexibilidade para os imponderáveis próprios de contextos incertos e voláteis, são procurados na formação de executivos. Portanto, o upskilling e o reskilling são procurados pelas empresas, embora em momentos e de formas diferentes.

 

Quais os factores diferenciadores da experiência de estudar na AESE?
Na AESE, a formação executiva distingue-se pelo facto de colocarmos o foco na Alta Direcção e na Direcção, mais do que na “operação”; por outro lado, ao proporcionarmos um treino sistemático de colocação dos dirigentes em posição de tomada de decisões em face de situações reais e semelhantes àquelas que encontram no seu dia-a-dia, e poderem debater abordagens com colegas com o mesmo nível de responsabilidade e experiência, ainda que a operar em sectores de actividade distintos, dota-os de mais competências directivas, mais conhecimentos e mais mundo. A responsabilidade de simularem o impacto das suas deliberações e o contraste de situações previamente vividas multiplica as alternativas de resolução dos problemas. A vantagem de um corpo docente internacional, com responsabilidade no mundo corporativo, confere-lhes autoridade formativa e competência formal para partilharem a mesma linguagem e avaliarem os factores críticos de sucesso em cada caso estudado. O tratamento personalizado dos Alumni e participantes, e a atenção ao pormenor, fazem da vivência na AESE uma experiência transformadora, tanto a nível pessoal como profissional.

 

Considera que a importância da formação executiva sai reforçada destes últimos dois anos de transformações? Estes dois últimos dois anos trouxeram para cima da mesa a realidade de que estamos todos num mesmo barco, de que cada um pode e deve fazer a diferença, que não devemos deixar ninguém ficar para trás.

Porque as empresas vibram no comprimento de onda dos seus dirigentes, a importância da formação de executivos tem de sair necessariamente reforçada após estes dois anos cheios de desafios constantes.

 

Quais são os desafios que existem actualmente em termos de formação?
Os principais desafios consistem em antecipar as tendências dos mercados e as skills mais desejáveis para uma liderança bem-sucedida. O desenho dos programas tem de ser cada vez adequado à realidade vivida pelos dirigentes. A relação entre o mundo empresarial e a academia terá de ser cada vez mais estreito para que se desenhem propostas de formação que exercitem a capacidade de resposta e de decisão estratégica que as organizações e a sociedade precisam. Os líderes e os gestores actuam num contexto sociopolítico que condiciona a sua actividade, as suas estratégias e as suas decisões: não basta competência na gestão, o contexto deve criar condições para que as decisões éticas, racionais e humanas possam, de facto, ser executadas. Cabe também às escolas de negócios contribuírem para a criação de sociedades mais justas, éticas e sustentáveis.

Em concreto, vejo alguns desafios que as escolas de negócios devem tratar nos seus programas de formação executiva: conseguir compaginar transformação digital com humanização, inovação com sustentabilidade, tratamento de dados com liberdade.

 

Quais as novas valências que os líderes terão de ter nesta nova realidade e que podem ser adquiridas pela via da formação?
As novas valências procuradas num gestor de topo ou intermédio visam o domínio dos dados e da capacidade de utilização da Inteligência Artificial, a familiaridade com os novos modelos de negócio e com a transformação digital, a sensibilidade para o ESG (Environment, Social, Governance). A par, penso que se mantêm a necessária capacidade de motivação, delegação e empoderamento das suas equipas, em geral, e de cada indivíduo, em particular, tendo em consideração também a sua saúde mental e o equilíbrio entre as diversas dimensões da vida. É essencial que os dirigentes encarem o negócio do ponto de vista global e que cuidem das suas pessoas, atendendo ao po tencial e às aspirações que tenham. Este processo de transformação gera um compromisso colaborativo que mantém as empresas e as organizações unidas, portanto capazes de ultrapassar condições de complexidade crescente como a que temos vivido nos últimos anos.

 

Que novidades estão previstas até ao final do ano?
A AESE Business School continuará a renovar-se, mantendo o foco na Alta Direcção e na transformação das pessoas, com uma abordagem integrada de Direcção-Geral. Manter-nos-emos a corresponder às necessidades de diversos sectores de actividade em que os conhecimentos de gestão se aplicam, a par das oportunidades de mercado que surgem a cada momento. Assim, a AESE tem uma série de actividades programadas que permitem ir ao encontro dos dirigentes e executivos, em Portugal Continental, nos arquipélagos e nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa. A AESE seguirá investindo numa oferta formativa renovada, relevante e de espírito empreendedor, como é da sua natureza.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Formação” publicado na edição de Junho (n.º 138) da Human Resources.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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