Afinal a dona do Facebook não vai contratar e corta mais uns milhares de postos de trabalho

Human Resources com Lusa
15 de Março 2023 | 07:50
Afinal a dona do Facebook não vai contratar e corta mais uns milhares de postos de trabalho

A Meta, que detém o Facebook, Instagram e WhatsApp, vai cortar mais 10 mil postos de trabalho, recuando também nos planos para preencher 5000 vagas que tinha aberto, segundo um comunicado divulgado.

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Na nota, assinada pelo presidente da companhia, Mark Zuckerberg, a Meta adiantou que «nos próximos meses» a sua gestão irá anunciar «planos de reestruturação» para tornar as organizações mais eficientes, «cancelando projectos de menor prioridade» e reduzindo o ritmo de contratações. O grupo irá, por isso, cortar no tamanho da sua equipa responsável pelas contratações.

A Meta destacou ainda que espera anunciar as reestruturações e rescisões nas empresas que gere entre o final de Abril e de Maio, mas em alguns casos pode levar até «ao final do ano».

«Globalmente, esperamos reduzir o tamanho da nossa equipa em cerca de 10 mil pessoas e encerrar perto de 5000 postos adicionais que ainda não tinham sido preenchidos», adiantou, na mesma nota. Admitindo que este processo será «duro», a Meta garantiu que «não há outra alternativa».

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Depois da reestruturação, a empresa diz que irá reverter o «congelamento de contratações e transferências» em cada grupo de sociedades que gere, sendo que o grupo pretende concluir no Verão a sua análise dos resultados do ano de «trabalho híbrido».

No final do ano passado, a Meta anunciou que iria despedir cerca de 11.000 trabalhadores, 13% da sua mão-de-obra. Estes despedimentos, segundo disse Mark Zuckerberg na altura, tinham como objectivo a tornar a empresa mais ágil e eficiente e responder às mudanças no ambiente económico e empresarial. No ano passado, os lucros da Meta caíram 41%, para 23.200 milhões de dólares (21.656 milhões de euros).

As tecnológicas têm sido afetadas pela inflação, pela fragilidade do mercado publicitário, aumento da concorrência e outros factores. No início deste ano, 12 tecnológicas mundiais já tinham anunciado a eliminação de mais de 74 mil empregos em 2023, sem contar com a redução anunciada pela Meta e Amazon, em Novembro, de 21 mil pessoas.

De acordo com contas feitas pela Lusa, com base na informação divulgada por 12 das principais tecnológicas, a maioria norte-americanas, mais de 74 mil empregos vão ser cortados, onde se inclui a Alphabet, dona da Google, Microsoft, Disney e até o Spotify.

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