Agenda do Trabalho Digno não terá acordo da CIP

Human Resources com Lusa
25 de Maio 2022 | 17:00
Agenda do Trabalho Digno não terá acordo da CIP

«O Governo trouxe-nos aqui aquele que será o documento final da Agenda do Trabalho Digno», começou por dizer aos jornalistas o presidente da CIP, que saiu ainda antes de a reunião com o Governo acabar.

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«É um documento para o qual o Governo não procurou acordo, não procurou consenso até porque o único acordo que o Governo procurou foi, ainda no Governo anterior, com os seus parceiros parlamentares na altura», sublinhou António Saraiva.

Segundo indicou, das 70 medidas que integram o documento, «a CIP elencou 10 como linhas vermelhas, que de todo eram inaceitáveis» e por isso «o documento não pode merecer» a concordância da confederação.

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Dessas «linhas vermelhas» traçadas pela CIP o Governo acolheu quatro, mas para a confederação não foi suficiente, sobretudo numa altura em que a economia «está a responder positivamente», considerou Saraiva, acrescentando, no entanto, estar disponível para, em sede de negociação colectiva, incorporar «algumas das medidas».

«Era sensato que o Governo retirasse muito do conteúdo deste documento e se cingisse a esta realidade que ele próprio confirma nos dados que apresenta desta melhoria gradual do mercado de trabalho», defendeu o líder da CIP.

Também à entrada da reunião, em declarações aos jornalistas, a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) e a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) reiteraram hoje que, caso o Governo mantenha, tal como está, a Agenda do Trabalho Digno, não darão o acordo ao documento.

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