Agile Thinkers Academy: A nova academia que vai capacitar profissionais a partir de dezembro

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Em setembro de 2020 a Radtac Portugal lançou uma nova marca: “Agile Thinkers”, para Agile Training & Universities. Com a primeira edição prevista para dezembro, a Agile Thinkers Academy é uma academia de formação online preparada para treinar indivíduos e equipas em organizações, com conhecimentos teóricos e práticos. A missão? Ajudar a aumentar drasticamente o talento dos colaboradores das organizações e a alavancar carreiras com base em novas formas de trabalhar.

Num mundo cada vez mais volátil, preenchido de desafios mais exigentes para as empresas, a Agile Thinkers Academy concebeu três programas de aprendizagem que visam implementar a mentalidade e as práticas Agile de forma eficaz:

  • Unlocking Agility, projetado para ajudar a entender a verdadeira mentalidade ágil e conhecer as principais frameworks e métodos usados em todo o mundo;
  • Agile Business, para todos os profissionais que visam aumentar o valor ao cliente através dos seus departamentos de Vendas, Marketing, TI, Compras, RH, Liderança;
  • Business Transformation, para todos os futuros Agile Coaches, Scrum Masters e Product Owners que desempenham um papel fundamental na transição ágil das suas empresas.

As práticas e métodos ágeis têm assumido um papel cada vez mais decisivo nas organizações, permitindo uma maior capacidade de resposta às exigências do mercado e mais recentemente, resistindo ao teste da capacidade de adaptação das empresas à crise pandémica.

“Quanto melhor se estiver adaptado aos novos desafios, maior é a capacidade de fazer frente a este novo mundo” e é disso mesmo que fala Hugo Lourenço, fundador da Agile21, CEO da Radtac Portugal e da Agile Thinkers e Founder do evento internacional eXperience Agile Week.

Qual o espaço do Agile no cenário pandémico e pós-pandemia?

A pandemia serve de forma abrupta como porta entre dois mundos. Quem melhor estiver adaptado aos novos desafios, melhor enfrentará o mundo pós-pandémico.

Na complexa questão de como podemos gerir um mundo complexo ou caótico, surge a problemática de quais as pessoas e melhores ferramentas para ripostar. Essa segurança na tomada de decisão torna-se essencial para transmitir confiança e segurança nas empresas. Mas decidir num contexto de caos ou complexidade não apresenta as mesmas regras das decisões na clareza ou confiança no futuro e, para isso, a aprendizagem e treino dos decisores ultrapassa em muito a sua intuição, porque a procura de novos pontos de confiança não pode ser um jogo de sorte ou azar.

Como é que a adesão ao Agile pode transformar profissionais e organizações?

As nossas empresas vivem numa relação permanente entre clientes, produtos, serviços e timeframes. O Agile afirmou-se ao estabelecer uma relação forte entre o cliente e o produto procurando, de forma contínua, que este fosse ao encontro das necessidades do cliente, aumentando a satisfação do mesmo ou, no limite, permitir que o ecossistema da organização desenvolvesse o seu próprio mercado.

A maior dificuldade de desenvolver esta relação decorre das outras variáveis que envolvem as organizações, os serviços que os suportam e o fator tempo que, sendo uma variável constante, condiciona fortemente os serviços e o produto.

Na transição para a era digital (na era da mentofatura), a relação entre consumidores e marcas mudou significativamente.

O Agile é uma filosofia centrada nas pessoas, sejam elas produtos ou clientes, na constante procura de satisfazer de forma contínua a sua relação com o ecossistema da empresa.

O foco do Agile é procurar disrupção, seja nas Vendas, IT, nos RH, no Marketing, ou outros departamentos, capazes de responder aos desafios das empresas, onde as prioridades são sempre e por esta ordem: pessoas, procedimentos e ferramentas.

Ao aderir a estes princípios as empresas constroem um ecossistema interno mais favorável e procuram centrar esses princípios na razão de ser da sua existência: os clientes que compraram produtos e serviços.

“Os RH são, seguramente, uma das áreas onde o Agile irá assumir um papel determinante no desenvolvimento de uma mentalidade mais resiliente nas organizações”

Que impacto pode o Agile ter na gestão de talentos? Quais os principais desafios e ganhos dos Recursos Humanos na sua adoção?

Como foi dito anteriormente, a prioridade do Agile são as pessoas, são eles a principal razão para a criação do produto/serviço assim como partes integrantes do consumo. Os Recursos Humanos centram-se mais nas pessoas e habilitações técnicas para uma função e estão ausentes nas funções críticas da organização como a estratégia, as ferramentas ou os resultados. A sua participação nas organizações depende do seu entendimento das três leis do Agile – Clientes, Redes e Equipas -, e da forma como a reestruturação dos RH e das suas preocupações se centram nestas três leis.

Olhamos para os RH como fonte de formação e habilitações técnicas ou promoções individuais – e não como incentivo ao desenvolvimento das equipas, a construção das narrativas e memórias coletivas, na procura interna de oportunidades de negócio para novos clientes -, porque só eles entendem as capacidades e atitudes da organização como um todo e melhor conhecem as pessoas, as suas motivações, a circulação da informação, a distância entre o topo e a base e melhor avaliam os sentimentos na forma como a organização trabalha.

Os RH são, seguramente, uma das áreas onde o Agile irá assumir um papel determinante no desenvolvimento de uma mentalidade mais resiliente nas organizações. Afinal, cada equipa tem a sua própria dinâmica e deve ter autonomia para decidir com quem quer trabalhar e o que precisa de aprender para melhorar as suas skills e competitividade. Os RH, para além do papel burocrático e legal, terão de descentralizar e, em cada equipa, uma pessoa colabora com o tradicional RH mas para informar o que necessita.

O mercado de trabalho procura e precisa de especialistas em práticas Agile?

Na conferência XA 2020 (que decorreu de 26 a 30 de setembro) tivemos um psicólogo organizacional que colocou essa questão. Joseph Pelrine argumentou sobre a necessidade de upskill e reskill nas profissões e da filosofia Agile fazer ou não sentido no mundo atual. Ele deixou claro as regras que suportam o futuro das novas profissões e a necessidade do reconhecimento pelos seus pares.

Dentro de dez anos, o foco no cliente será determinante na sobrevivência, pelo que se torna necessário entender de que modo as empresas modernas que prestam serviços estão a adaptar-se a este cenário.

Se considerarmos que hoje as escolas ensinam apenas um saber técnico e esquecem as relações humanas e a capacidade inovadora, ficando estas entregues à capacidade de cada um, veremos que existe um potencial de crescimento de novas profissões nas artes dos fatores humanos e no ensino da inovação que é imenso. O mercado irá então responder à questão de qual é mais determinante ou mais importante.

Nós fazemos a nossa parte, trazendo os mais reputados oradores e formadores nesta área porque as nossas academias são para o mundo do trabalho, num mundo plano.

Porque é que é tão importante que a formação em práticas Agile seja contínua?

O Agile procura transmitir a mensagem que o ecossistema das empresas, interno e externo, é incerto, instável, complexo e adaptativo e só uma avaliação contínua do ambiente permite orientar os decisores para continuar a aprender.

Entender o mundo como estável e predicativo é procurar respostas que apenas agravam a tensão dentro das empresas, fazendo correr risco de uma crise, daí que a contínua melhoria e a contínua inovação sejam as ferramentas que melhor respondem ao mundo atual. Antes faziam-se cursos de cinco dias e tinha-se uma framework com 50 processos mas, no fim, todos reconhecem que projetos com mais de cinco dias acabam por ser aquilo que demorou meses a escrever em avanço.

Hoje o mercado está repleto de oferta de formação em Agile para todos os gostos e sabores. Infelizmente ainda vemos muitos indivíduos a frequentar apenas um curso de 2 dias e a voltar no dia seguinte ao seu contexto profissional acreditando que tudo vai mudar e correr bem. Mas não é assim. É um primeiro passo, mas não é suficiente.

Optar por um programa de formação que integra os cursos adequados, master classes com autores publicados, planos de mentoring individuais e trabalhos práticos é a única forma de fazer um investimento correto na formação de pessoas e equipas que pretendem implementar o Agile na vida das suas organizações.

Que conselhos deixa a uma empresa que ainda não adotou o Agile na sua forma de trabalhar e comunicar com os clientes?

A qualidade do produto, a satisfação do cliente e a velocidade da inovação são fatores interdependentes, não vivem uns sem os outros, pelo que o trabalho de adoção do Agile implica a necessidade de adotar a prática certa para diferentes áreas das empresas e não procurar adotar uma que sirva o conjunto.

Perceber que na filosofia Agile se procura dotar os decisores da perceção que as tomadas de decisões são contexto-dependentes e, por isso, é necessário entender qual a prática a adotar na procura das decisões. Umas decisões serão centralizadas e outras descentralizadas.

Os que gerem ou mandam devem ser os coaches dos que executam e trazem know-how ao grupo, dar-lhes um propósito de um novo produto e serviço e observar se conseguem e o que lhes falta. Hoje, um gestor numa empresa moderna tem de fazer o coaching à equipa. A empresa terá uma área de suporte onde está a burocracia legal para garantir que a empresa responde à legislação em vigor, mas isso nada tem a haver e não se pode deixar afetar no que pretende entregar aos clientes como produto ou serviço.

Separar o modelo operativo da gestão hierárquica da empresa é fundamental e muito mais se organizarem a empresa em torno do valor que esta entrega. Agile não é rápido, é pensar do cliente para dentro, e grande parte dos que fazem papel de cliente não sentem nada como o cliente porque têm privilégios e isso cria enorme erro na análise.

Para saber mais sobre a Agile Thinkers Academy e inscrever-se, aceda a https://agilethinkers.academy/

 

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