Agilidade de Aprendizagem: o suporte da Mudança!

Por António Saraiva, Business Development Manager na ISQ Academy

Quando falamos de agilidade, percecionamos rapidez, celeridade, desenvoltura. Associamo-la muitas vezes, do ponto de vista individual, à agilidade mental, traduzindo-a por rapidez de raciocínio, e no âmbito organizacional a uma Business Agility, muito relacionada com a performance comercial.

Mas situemo-nos numa das suas modalidades certamente mais estudadas: a agilidade da aprendizagem. Particularmente, quando o contexto é de um mundo em constante e rápida mudança, confrontando-se com desafios que não eram de todo expectáveis e em que as decisões são cada vez mais complexas, não tanto por um carater de novidade, mas acima de tudo por situações que são evidenciadas como inéditas.

Daí que a agilidade de aprendizagem enfrente esta nova realidade. Pretende-se que seja uma competência a adquirir e que represente o aprender com novas situações, com foco na antecipação de problemas e riscos, procurando constantemente soluções inovadoras e direcionadas para o desenvolvimento de cada Pessoa, mas também de cada Organização onde a está inserida.

Certamente, como em muitos outros conceitos, pode-se discutir se é algo inato ao indivíduo, ou se é algo que se pode desenvolver. Partamos, pois, da segunda – a agilidade da aprendizagem é passível de desenvolvimento. Por um lado, porque podemos aprender com erros anteriores e ganhar a consciência que para evoluir, necessitamos de aprender novas competências.

Paralelamente, há que ir buscar novas soluções, soluções inovadoras e que rompam, preferencialmente, com o status quo. Por outro lado, o confronto com a mudança é inevitável. A melhor solução é aceitar esta inevitabilidade, aprendendo acima de tudo os mecanismos de melhor adaptabilidade, sem, contudo, cada um se violentar. Particularmente, uma adaptabilidade que não escamoteie os Valores da Pessoa, nem da Sociedade em que habita.

Contudo, o grande desafio, não se encontra nessa adaptação a novas situações, mas ao que nos é adverso. Há a alternativa de bloquear e desistir perante dificuldades ou obstáculos, ou de gerir uma situação adversa, nem sempre por uma mera adaptação, mas procurando os mecanismos e as estratégias conducentes à resposta que tem de ser dada, garantindo sucesso nas respetivas ações.

Podemos, pois, trabalhar a agilidade de aprendizagem. Em particular pelo Valor Acrescentado que transporta perante contextos desafiantes, algumas vezes com criticidade e riscos elevados e com padrões elevados de mudança. Certamente, que existe muito de inteligência emocional associada a este conceito. Mas Agilidade de Aprendizagem envolve, para além da adaptabilidade já referenciada, curiosidade, numa lógica de que não perde a análise do contexto em que está inserido. Desta forma, mantém o foco em resultados, em particular na melhor forma de os alcançar e motivando quem está à nossa volta. E como caraterística fundamental, a capacidade analítica, desta forma não só se não se desperdiçam oportunidades, como se podem tomar decisões mais impactantes.

As Organizações, num mundo em mudança, perante um mercado instável e competitivo, que exige forte dinamismo e inovação, apostam em ter colaboradores com Learning Agility!

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