AHRESP defende que linha de crédito de 400 milhões de euros abranja do turismo e restauração

Human Resources com Lusa
15 de Março 2022 | 17:00
AHRESP defende que linha de crédito de 400 milhões de euros abranja do turismo e restauração

A AHRESP defendeu hoje que a linha de crédito de 400 milhões de euros para enfrentar subidas de preços da energia deve abranger as empresas do turismo e restauração, «que estão a sofrer significativamente com o aumento de custos».

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Em comunicado, a AHRESP – Associação da hotelaria, restauração e similares de Portugal recorda que, «para enfrentar as gravíssimas subidas de preços da energia, o ministro da Economia anunciou uma linha de crédito de 400 milhões de euros dirigida a empresas com peso significativo nos fatores de produção ou com necessidades de tesouraria acrescidas», para defender que a restauração e o alojamento turístico sejam abrangidos.

Segundo a associação, «também os sectores da Restauração, Similares e do Alojamento Turístico estão a sofrer significativamente com o aumento de custos e, por essa razão, estes setores devem também ser abrangidos».

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A AHRESP recorda que o barómetro realizado em Janeiro junto dos seus órgãos sociais já revelava «uma enorme preocupação sobre este tema: para 88% dos inquiridos, na sua grande maioria micro e pequenas empresas, o impacto da subida dos custos de energia e de matérias-primas na sua atividade económica já estava a ser sentido».

A linha de crédito de 400 milhões de euros para as empresas mais dependentes da energia e dos combustíveis será disponibilizada na quinta-feira, disse na segunda-feira o ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

Trata-se de uma linha de crédito com garantia pública, gerida pelo Banco Português de Fomento, com dotação global de 400 milhões de euros, com um nível de cobertura de 70% do montante financiado.

Esta linha de «apoio à produção» tem um prazo até oito anos, com 12 meses de carência de capital.

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A linha é destinada a empresas que operam nos setores da indústria transformadora e dos transportes, com peso igual ou superior a 20% de custos energéticos nos custos de produção; ou com aumento do custo de mercadorias vendidas e consumidas superior a 20%; ou com quebra de faturação operacional igual a 15% quando resulte da redução de encomendas devido à escassez ou dificuldade de obtenção de matérias-primas, componentes, ou bens intermédios.

As empresas dos sectores referidos e com actividade associada à produção de bens alimentares de primeira necessidade, cuja cadeia de abastecimento seja «particularmente impactada pelo conflito na Ucrânia», estão isentas da necessidade de preencher aqueles critérios, indica o Governo no documento distribuído à imprensa.

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