Alguma vez lhe perguntaram, numa entrevista de emprego, se prefere Apple ou Android? Há um CEO que o faz há 15 anos. Saiba porquê

Human Resources
2 de Junho 2025 | 12:20

Os candidatos a emprego têm de ultrapassar um milhão de obstáculos para conseguir uma oportunidade em 2025 — e, por vezes, tudo depende de uma pergunta stressante. O CEO da Indeed, Chris Hyams, diz que tem um teste aparentemente simples que utilizou com mais de 3.000 candidatos nos últimos 15 anos.

«Pode parecer estranho, mas pergunto a toda a gente: “Tem um iPhone ou um Android, e porquê?”», contou Hyams à Fortune.

Pode parecer uma pergunta com rasteira, mas o responsável da plataforma de emprego diz que é mais um quebra-gelo que pode revelar muito sobre um candidato. Não existe uma única “resposta errada” que possa custar a vaga.

«Estou principalmente curioso sobre como as pessoas tomam decisões. E é, na verdade, uma conversa de 15 minutos, onde aprendo um pouco sobre o ser humano e como toma decisões», explica Hyams.

A maioria das pessoas responde iPhone, sendo o raciocínio típico que continuam com a marca desde que foram incluídas no plano familiar no liceu. Outras falam sobre as aplicações que gostam de usar no telemóvel, mostrando inconscientemente a Hyams quais as suas paixões. Quando isso acontece, pergunta também o que mudariam nas plataformas.

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«É possível ter conversas muito interessantes sobre a importância de escolher um produto que vai usar durante muito tempo. Pergunto às pessoas que aplicações usam, e esta é uma forma de aprender um pouco sobre elas.»

Hyams não é o único CEO com uma pergunta decisiva numa entrevista.

Stephen Kaufer, cofundador e ex-CEO do TripAdvisor, pergunta aos candidatos uma coisa para verificar se a sua ética de trabalho e personalidade se enquadram bem na cultura da empresa: «Fale-me de um projecto realmente difícil e porque é que foi difícil.»

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«Isto costuma dizer-me: será que sabem trabalhar em equipa? Assumem a responsabilidade pelo motivo pelo qual algo se tornou difícil? Assim percebo qual é a definição deles de ‘difícil’», disse Kaufer numa entrevista de 2024 ao The Logan Bartlett Show.

A pergunta de Kaufer é repetida pela CEO da Wisp, Monica Cepak. A líder da empresa de saúde diz que pergunta sempre: «Qual foi o problema mais difícil que já resolveu no trabalho e como chegou a uma solução?»

Ela procura pessoas que trabalhem em diferentes departamentos — se um candidato apenas se gaba de fazer as coisas sozinho, é descartado.

Entretanto, Gary Shapiro, CEO da Consumer Technology Association, dá muita importância ao padrão de entrevista. Pergunta: “Quando pode começar?” Mas a forma como um candidato responde diz mais do que apenas a data. Se o entrevistado responder que pode começar em menos de duas semanas — e estiver empregado no momento —, não ficacom a vaga. Para Shapiro, isso sinaliza que o candidato não é leal ao empregador e que provavelmente receberia o mesmo tratamento.

Outros CEO fazem perguntas bastante insólitas para manter os candidatos atentos.

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O CEO da StockX, Scott Cutler, pergunta: «Quantos graus separam os ponteiros dos minutos e das horas de um relógio às 3h15?» Quer ver como os candidatos pensam sob pressão; não se trata de acertar na resposta, mas sim de como respondem à resolução de problemas no momento.

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