A Altice Portugal, detentora da MEO, vai avançar com a segunda fase do “Programa Pessoa”, um programa de saídas voluntárias, que contempla a modalidade de pré-reforma para colaboradores com pelo menos 55 anos e antiguidade superior a 15 anos.
Depois de no início do ano a Altice Portugal ter avançado com a reorganização do Comité Executivo e com a simplificação da estrutura orgânica da empresa, a empresa lança agora a segunda fase do Programa Pessoa, um programa com «medidas inéditas e extremamente vantajosas», garante-se em nota da empresa.
Os colaboradores abrangidos terão direito a 80% do vencimento-base e diuturnidades, acrescidos de 40% de outras rubricas remuneratórias, caso existam (Isenção de Horário de Trabalho e Complemento de Responsabilidade).
Têm ainda garantida a manutenção dos Plano de Saúde e os benefícios de comunicações aplicáveis a cada momento a esta população e podem celebrar outro contrato de trabalho desde que o mesmo não seja estabelecido com uma entidade concorrente.
Os colaboradores interessados devem manifestar o seu interesse até dia 15 de Março, tendo as saídas efeito a partir de Maio.
Este programa surge incluído num “Plano Organizacional Integrado”, composto por mecanismos de saídas voluntárias, «que pretende tornar a empresa mais ágil, mais eficiente e mais adaptada para fazer face a realidades cada vez mais complexas e difíceis; medidas que vão permitir à empresa fazer face ao novo contexto e que vão permitir a protecção do emprego», destaca a Altice.
Em entrevista ao Diário de Notícias, João Zúquete da Silva, Chief Corporate Officer (COO) da empresa de Telecomunicações, adiantou este plano «poderá englobar até cerca de dois mil colaboradores, de um total de perto de oito mil directos e quase 20 mil indirectos». E estima «uma adesão em números elevados das pessoas, não só pela generosidade e justeza do programa em questão, como também pelas características intrínsecas do mesmo».
Sublinhando que «não é por causa da pandemia ou da procura de resultados e lucros» que fazem este movimento, o responsável aponta a um «ambiente regulatório adverso, começando pelo regulador setorial – a Anacom -, que tem vindo a destruir valor ao mercado pela sua actuação cega quanto aos verdadeiros interesses do país e que culminou no projecto mais importante a seu cargo, o leilão do 5G».














