Altice Portugal: A proximidade como palavra-chave

Numa altura em que foi exigido às empresas que se adaptassem a uma realidade atípica, a Altice Portugal manteve o foco nas suas pessoas, pois só garantindo a sua segurança e motivação, pôde continuar a assegurar o funcionamento em pleno dos serviços de comunicações, críticos para o País.

 

No início do período de confinamento motivado pela pandemia que colocou em risco a saúde pública, a maior preocupação da Altice Portugal foi partilhar com os seus colaboradores todas as informações relevantes sobre a COVID-19, bem como assegurar todas as condições para trabalharem a partir de casa. «Informados e protegidos, conseguimos que os nossos colaboradores se sentissem seguros e, neste contexto, mais motivados», afirma André Figueiredo, director de Coordenação Institucional, Corporativa e Comunicação da empresa, garantindo que, «em todo este processo a Comunicação Interna continuou a ser encarada como uma área estratégica, revelando-se fundamental».

O responsável reconhece no entanto que «a Comunicação Interna teve de se adaptar à nova realidade, usando, sobretudo, ferramentas digitais. Criámos na nossa intranet uma área especial COVID-19, cujos conteúdos podiam ser acedidos por todos os colaboradores, não só através do computador como também do telemóvel através da app myaltice, e fizemos uso do e-mail e dos SMS, sobretudo para o envio regular de mensagens do presidente executivo da Altice Portugal e de membros da administração a todos os colaboradores», partilha.

A Comunicação Interna integrou desde logo o grupo de trabalho que diariamente trabalhou com o Gabinete de Crise COVID-19 criado pela empresa e do qual fazem parte todos os membros da Comissão Executiva. «Em estreito e permanente diálogo com a Direcção-Geral da Saúde [DGS] e demais entidades, a Altice Portugal implementou, desde o primeiro momento, um conjunto de medidas e acções preventivas, com vista a garantir as condições de segurança e de saúde dos seus colaboradores, parceiros, clientes e fornecedores, de forma continuada e permanente», salienta André Figueiredo. «Garantir a sua segurança, condições de trabalho, seja para aqueles que estão a exercer as suas funções remotamente, seja para aqueles que têm de se manter nos seus postos de trabalho, foi – e continua a ser – a nossa principal prioridade».

Depois do bem-estar das suas pessoas e das suas famílias, a maior preocupação da Altice foi garantir o funcionamento em pleno dos serviços de comunicações, assegurando a manutenção das infra-estruturas críticas e a protecção das redes de telecomunicações. Assim, «cumprindo todas as regras e normas de segurança, a Altice Portugal manteve equipas no terreno, de modo a garantir e reforçar as suas redes, minimizando quaisquer falhas no serviço», faz notar o responsável, destacando ainda: «Tendo defendido sempre que Portugal não pode ser um país a duas velocidades, o investimento realizado pela Altice em todo o território nacional nos últimos dois anos e meio, em infraestruturas de última geração, permitiu o exemplar funcionamento das redes no nosso país em pleno contexto COVID-19, permitindo que a comunicação à distância, seja em contexto escolar, médico, lúdico ou empresarial, tivesse ganho uma maior relevância na vida das pessoas. Por isso mesmo, iniciativas como as que levaram a cabo desde o primeiro momento ligadas ao Ensino, à Saúde, e as pequenas e médias empresas (PME) vão continuar», assegura.

Tendo consciência do seu papel na sociedade, para a empresa parar por conta da pandemia não foi opção. «Continuamos a investir em inovação, em tecnologia e em infraestrutura de rede, de forma a conseguir responder às necessidades das populações», reiterou André Figueiredo. «É verdade que temos a inovação e o empreendedorismo na nossa génese e, por isso mesmo, continuámos a inovar com projectos e serviços, como disso é exemplo o lançamento do MEO Energia, a aposta na área dos seguros – para equipamentos –, dos serviços financeiros, do outsourcing ou ainda da bilhética».

 

As inevitáveis adaptações
Sendo que as empresas se viram obrigadas a mandar para casa todos os seus colaboradores cujas funções permitissem que continuassem a desenvolver a sua actividade remotamente, foram exigidas adaptações. André Figueiredo realça: «Uma percentagem elevada de colaboradores da Altice Portugal já tinha acesso à VPN da empresa, o que permitiu que a prática de Work@Home não se tivesse alterado muito, mas, obviamente que existiu um grande foco na evolução da pandemia e na adaptação à nova realidade, tendo sido fundamental manter o espírito de proximidade com os colaboradores e respectivas famílias, dando-lhes todas as ferramentas necessárias para este período. Além do desafio do ponto de vista técnico e logístico – continua –, e enquanto empresa que tem a proximidade como um dos seus principais pilares, foi desafiante liderar equipas à distância.» E aqui a estratégia de Comunicação Interna foi fundamental, «de forma a colmatar esta distância com que ninguém estava familiarizado, dando a conhecer uma nova forma de proximidade, onde a tecnologia foi chave para garantia de sucesso».

Por outro lado, e a pensar na vida pessoal dos seus colaboradores e das suas famílias, a empresa implementou algumas iniciativas, como a “Kids@Home” ou “Bem-estar@Home”. Para arranjar novas soluções, num contexto atípico e novo para todos, foi também fundamental a inovação, que é não só pilar da Comunicação Interna, comodo negócio. Outro exemplo foi a iniciativa promovida sob o mote “Estamos cá, estivemos sempre cá e vamos continuar”. A empresa realizou o seu primeiro vídeo institucional “Por Portugal”, como forma de agradecimento a todos os seus colaboradores, pelo esforço e dedicação durante todo o período de confinamento. «Em 2020 vive-se uma situação atípica, em que o papel da comunicação e das telecomunicações é primordial para o mundo, para a vida e união das pessoas, e é nestes momentos de incerteza que o papel da comunicação interna é fundamental para proteger e promover o bem-estar de todos os colaboradores», acredita o responsável.

Uma das bases da estratégia da Altice tem sido a proximidade física, através, por exemplo de pequenos-almoços com a Comissão Executiva e também de diversos périplos pelo País. Essas iniciativas tiveram que ser suspensas, mas André Figueiredo garante que a proximidade não desapareceu. «Mecanismos como videoconferência e outros permitiram que a nossa estratégia e a nossa actuação não se alterassem, apenas tiveram de ser adaptadas à nova realidade.»

A intranet corporativa – myaltice –,permite aos colaboradores fazer comentários e likes às notícias, vídeos e publicações colocadas, sendo que durante o período de confinamento «notou-se que a participação dos colaboradores cresceu de forma exponencial, crescimento que se mantém à data de hoje». A par disso, foi também lançada uma ferramenta de employee advocacy, «com resultados muito positivos, reflexo de um grande envolvimento dos colaboradores com a empresa», reconhece André Figueiredo.

Durante este período, os colaboradores da Altice Portugal valorizaram, sobretudo, as medidas e as iniciativas protagonizadas pela administração da empresa. Isso mesmo demonstra «o resultado do estudo levado a cabo pelo Observatório Nacional de Recursos Humanos (ONRH), que colocou a Altice Portugal acima da média face às restantes entidades que participaram. A salvaguarda dos postos de trabalho, a continuidade do negócio e da actividade e as condições oferecidas pela empresa em regime de teletrabalho foram alguns dos aspetos que mereceram nota máxima por parte dos colaboradores da Altice Portugal», destaca.

Resumindo, desde Março, as duas características que se revelaram fulcrais para a gestão da Altice Portugal foram agilidade e adaptabilidade. «A nossa actuação durante este período de mudança foi reconhecida pelos colaboradores, que ganharam confiança na liderança e entenderam que poderá vir a ser necessário estarmos preparados para gerir modelos mistos», partilhou o director de Coordenação Institucional, Corporativa e Comunicação. «Acreditamos nas pessoas e acreditamos que o foco de cada um é igual, estando na empresa ou em teletrabalho, e os resultados operacionais da Altice são um bom exemplo do que estou a afirmar».

 

O regresso à “normalidade”
Desde o início de Abril que a Altice começou a trabalhar num plano de retoma gradual da actividade, conduzido pela equipa de Recursos Humanos, pela Altice Cuidados de Saúde, com o apoio da sua equipa médica, e pela direcção de Comunicação e Gestão de Crise. Estava previsto que a partir de dia 1 de Julho regressassem, potencialmente, todos os colaboradores, mantendo-se o regime de rotatividade e cumprindo o distanciamento de dois metros entre cada posição, mas dada a evolução recente da pandemia, a empresa optou por manter a taxa de 30% de ocupação por edifício e adiar para o mês de Setembro a quarta fase de regressos. Não obstante, continuam a privilegiar a manutenção do regime de teletrabalho junto dos colaboradores com filhos até 12 anos e colaboradores que se enquadrem em grupos de risco – grávidas, doenças cardíacas, oncológicas, respiratórias, entre outros.

Tudo isto foi, obviamente, sendo comunicado aos colaboradores. Numa primeira fase a equipa de Comunicação Interna da Altice Portugal criou uma campanha de endomarketing “Back to Office”, com meios online e offline, sob o lema “Estamos cá, juntos!”, através da qual foram disponibilizadas todas as orientações, recomendações e procedimentos necessários para que os colaboradores regressassem de forma segura à empresa: distribuição de flyers e cartazes em mais de 40 edifícios Altice, sobre procedimentos de higienização e segurança; manual Back to Office; disponibilização de lugares de estacionamento nos edifícios da Altice em regime de “first come first served”, são alguns dos exemplos. Na segunda fase, estas iniciativas foram reforçadas com a entrega de duas máscaras comunitárias a cada colaborador.

É inegável que a pandemia veio acelerar a transformação digital das empresas e organizações, sendo que, numa altura em que também o mundo está a passar por uma fase de mudança, é fundamental que as empresas se reinventem e que apostem em novas plataformas para acompanhar o que será o futuro mundo do trabalho. Na opinião de André Figueiredo, o teletrabalho veio para ficar e, aos poucos, todos nos vamos adaptar a esta nova realidade. E, mais uma vez, a Comunicação Interna terá um papel fundamental neste processo de mudança, pois irá possibilitar manter o espírito de proximidade entre os colaboradores e a empresa, bem como acompanhar estas alterações e garantir que todos as entendem e incorporam. «Com uma Comunicação Interna forte, empenhada e sustentada, teremos consequentemente uma equipa mais motivada e comprometida a elevar o nome da empresa além-fronteiras», conclui.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Comunicação Interna”, publicado na edição de Setembro (n.º 117) da Human Resources, nas bancas.

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