Alunos do 9.º ano estão melhores a Matemática e ligeiramente piores a Português. Mas os alunos de famílias mais pobres têm notas “bem mais baixas”

Human Resources com Lusa
26 de Fevereiro 2025 | 13:40

Os resultados dos alunos do 9.º ano na prova nacional de Português realizada no ano passado desceram ligeiramente, mas subiram as notas a Matemática, segundo dados oficiais que alertam para as dificuldades sentidas pelas crianças mais pobres.

 

Em 2024, realizaram-se 188.201 provas a Português e a Matemática: A Português a média foi de três valores (numa escala de zero a cinco) enquanto a Matemática, a classificação média foi de 2,8 valores, revela um relatório divulgado pela Direcção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC), que mostra uma ligeira descida a Português e uma ligeira subida a Matemática.

No ano passado, apenas metade dos alunos teve positiva a Matemática, enquanto a Português a percentagem de positivas foi de 76%, com as raparigas a voltarem a ter melhores desempenhos às duas disciplinas.

O relatório salienta que o estatuto socioeconómico continua a ter forte impacto nos resultados, em especial a Matemática, com os alunos de famílias mais pobres (com escalão A do Apoio Social Escolar) a terem notas bem mais baixas do que as crianças que não são beneficiárias.

Continue a ler após a publicidade

Aumentaram os casos de sucesso, mas há muito mais casos entre os jovens de famílias mais favorecidas, segundo o indicador dos “percursos directos de sucesso”, que mostra a percentagem de alunos que têm um trajecto sem retenções ao longo do terceiro ciclo e obtêm positiva nas provas finais do 9.º ano.

A nivel nacional, no ano lectivo de 2021/22, um em cada três alunos (34%) conseguiu fazer o percurso sem retenções e, no ano seguinte, a percentagem subiu para 36%, sendo mais fácil encontrar casos de sucesso entre os alunos de escolas de Coimbra, Braga, Viseu e Viana do Castelo, todos os distritos com percentagens superiores a 41%.

Por oposição, os distritos mais a sul do país, principalmente Portalegre e Beja, foram os que tiveram menor proporção de alunos com percursos directos de sucesso (26 e 25%, respectivamente), refere o relatório.

Continue a ler após a publicidade

Comparando os alunos de famílias mais carenciadas e os privilegiados, notam-se “diferenças muito acentuadas”: Se 41% de alunos não beneficiários ASE conseguiram fazer um percurso de sucesso, a percentagem desce para 24% para os beneficiários do escalão B e para 13% para os alunos do escalão A.

Partilhar


Mais Notícias