Ana Caiola, directora de Recursos Humanos e administradora da bp Portugal, faz notar que «o novo modelo de trabalho híbrido da bp não é “one size fits all”. Terá pessoas e funções que continuarão a trabalhar todos os dias no escritório e outras que trabalharão remotamente a tempo inteiro.»
«Estamos convictos de que, quando gerido de forma adequada, o trabalho flexível contribui para o aumento da segurança e produtividade, bem como para um clima de confiança, respeito e “empowerment”, sendo um impulsionador de um ambiente de trabalho diverso e inclusivo.
A nível global, enquanto reimaginamos o nosso futuro e reinventamos a bp, para nos tornarmos mais ágeis, colaborativos e digitais, iremos optar pelo modelo de trabalho híbrido. Tendencialmente, numa base 60/40 em que estaremos a maior parte do tempo no escritório porque acreditamos que o espírito de equipa se alimenta das vivências do dia-a-dia e não queremos perder essa dinâmica. Mas, ao mesmo tempo, entendemos a importância de dar às pessoas mais flexibilidade para gerirem o balanço entre as agendas profissionais e a vida pessoal.
O propósito do nosso escritório alterar-se-á progressivamente, passando a ser um espaço para as actividades mais criativas, de comunicação e interacção entre as equipas, ao mesmo tempo que nos é dada a possibilidade de desenvolver actividades que requerem maior focus noutros locais.
O nosso novo modelo não é “one size fits all”. Iremos ter pessoas e funções que continuarão a trabalhar todos os dias no escritório e outras que trabalharão remotamente a tempo inteiro, daí a importância de garantir que as condições de trabalho a partir de casa estão em linha com os requisitos de ergonomia, disponibilizando a companhia os meios necessários para tal.
Ainda não temos o modelo completamente definido e queremos fazê-lo envolvendo as pessoas a nível local, por forma a estarmos preparados quando a situação pandémica nos permitir regressar ao escritório. É nossa intenção dar às equipas liberdade para se organizarem e acordarem os momentos em que trabalharão fora do escritório. Creio, no entanto, que deverão ser definidas situações que irão requer a presença de algumas equipas, e até de todos os colaboradores, por forma a promover a colaboração e o networking. Caberá às chefias a definição da forma de trabalhar de cada equipa. No entanto, por defeito, devemos assumir que qualquer trabalho pode ser desempenhado de forma flexível, sendo esta a regra e não a excepção. Valorizamos resultados e não o tempo despendido ou a presença física, e é nisso que nos focamos e que medimos.
O modelo será diferente do que tínhamos em Fevereiro de 2020, apesar de, à época, estarmos a planear um modelo de trabalho flexível, no qual trabalharíamos um dia por semana a partir de casa, mas que não chegou a ser posto em prática devido à pandemia. Uma vez implementado o novo modelo híbrido, vamos adaptar o nosso escritório, dando- -lhe um ar mais moderno, com mais espaços comuns e menos espaços individuais de trabalho, com acesso a ferramentas digitais.
O último ano constituiu um desafio que conseguimos superar enquanto equipa, tendo as chefias desempenhado um papel fundamental na motivação dos colaboradores, mantendo um envolvimento constante. O trabalho flexível requer que as nossas chefias tenham uma mente aberta e sejam criativas na forma como, onde e quando o trabalho é feito. Gerir equipas que trabalham em diferentes locais exige maior energia por parte das chefias, que se apoiam nos meios tecnológicos para criarem formas de trabalhar que garantam uma maior “proximidade” e funcionem para toda a equipa.
A bp está neste momento a atravessar um momento de reinvenção que, naturalmente, irá requerer alguns ajustes à cultura da empresa, sendo portanto este o momento ideal para rever o modelo de trabalho. Por forma a termos o trabalho flexível como parte da nossa cultura, temos de mudar e alinhar a nossa mentalidade. Na bp, trabalhamos para criar um ambiente de trabalho inclusivo, moderno e envolvente para as nossas pessoas, enquanto procuramos entregar resultados excepcionais. O feedback dos nossos colaboradores permite-nos afirmar que criar uma cultura que permite flexibilizar o trabalho é fundamental para a criação deste ambiente, assim como para atrair novos talentos.
Naturalmente, procuramos flexibilizar, mas sempre tendo em mente o bem-estar de todos e o espírito de equipa – trabalhar em conjunto para atingirmos os melhores resultados.»
Este artigo faz parte do tema de capa da edição de Abril (124) da Human Resources.
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