A crescente adopção da Inteligência Artificial (IA) nas organizações está a transformar a forma como os profissionais analisam dados e apoiam processos de tomada de decisão. O High Play Institute alerta que o valor destas ferramentas depende, em grande medida, da forma como são utilizadas.
1. FOCO — Mantenha o foco naquilo que vai decidir, não na ferramenta
Faça o pedido à IA descrevendo numa linha que decisão vai ser tomada e por quem — “Analisa estes dados porque teremos de decidir se mantemos o turno da noite…”.
2. QUESTIONAR — Questione a origem e o tempo dos dados
A IA só trabalha com o que lhe foi fornecido. Não tem conhecimento de dados recentes e que só a equipa sabe. Para isso não acontecer, experimente actualizar os dados.
3. DISCORDAR — Peça sempre um contra-argumento
Depois de receber uma conclusão, peça com clareza: “Apresenta o melhor argumento que contraria esta decisão”. Uma análise sólida que possa representar a opinião da figura típica do ‘advogado do diabo’ ajuda a testar a decisão.
4. CRITICAR — Não confunda o padrão com a causa
A IA é excelente a encontrar relações entre os dados e, muitas vezes, ineficaz quando tem de saber qual explica qual. Distinguir coincidências entre causas exige conhecer o negócio, e isso continua a ser uma garantia do esforço humano.
5. COMPARAR — Teste a ferramenta num caso conhecido
Antes de confiar numa análise nova, forneça dados sobre um período do ano passado cuja história e respectivos impactos já conhece. Se a leitura for correcta, ganha confiança naquilo que a IA lhe está a dar. Se não coincide, pode estar perante uma má decisão.
6. RESPONSABILIZAR — No final a assinatura é sempre sua
A IA prepara, compara e sintetiza. Não irá posteriormente responder pela decisão perante os superiores, uma equipa ou um cliente. Essa parte não é delegável.


















