Ansiedade e burnout laboral? Neste país há clínicas para quem não consegue ir trabalhar

Human Resources
28 de Julho 2025 | 21:00

Em Hebei e Sichuan, na China, os hospitais abriram clínicas especializadas para tratar pessoas com ansiedade, depressão e burnout que não conseguem ir trabalhar, noticia o site Emprendedor. A iniciativa procura reconhecer o mal-estar laboral como um problema de saúde tratável em ambientes médicos.

 

De acordo com o South China Morning Post, as novas clínicas acolhem jovens e adultos que não conseguem ir trabalhar, oferecendo tratamento psicológico gratuito e apoio profissional. Esta medida reflecte a crescente preocupação institucional com a saúde mental no ambiente de trabalho no país.

Após o sucesso da clínica “Não gosto de ir à escola”, destinada a crianças, em Hebei, foi criada a clínica Qinhuangdao, uma versão para adultos, especificamente dirigida a quem enfrenta fadiga emocional e insegurança no trabalho (ansiedade, fadiga crónica e sensação de vazio).

Já a Quarta Clínica da Universidade de Sichuan, em Chengdu, inaugurou o seu próprio centro no início de Julho e atende especificamente aqueles que “não querem ir trabalhar”, oferecendo consultas psicológicas de manhã e, em particular, os jovens trabalhadores afectados pelo stress.

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Os sintomas mais comuns – tristeza persistente, fadiga, baixa motivação e ansiedade ao pensar no trabalho, especialmente às segundas-feiras – reflectem um síndrome de burnout relacionado com as pressões do trabalho, a competição intensa e a falta de bem-estar pessoal.

Como funciona?

As consultas estão integradas nos serviços de saúde mental ambulatórios do hospital, em que psicólogos e psiquiatras oferecem avaliação, diagnóstico e tratamento personalizado, utilizando terapia cognitiva, técnicas de relaxamento e, quando necessário, medicação.

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A iniciativa responde ao crescente descontentamento entre as gerações nascidas entre 1990 e 2000, que enfrentam sobrecarga de trabalho, elevadas exigências, falta de descanso e baixa satisfação pessoal.

As clínicas são vistas como um passo em direcção a uma cultura que valoriza o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, reduzindo o estigma, diminuindo as barreiras à procura de ajuda e garantindo cuidados especializados.

No entanto, o seu impacto dependerá da continuidade do tratamento, da formação da equipa, da cobertura geográfica e da colaboração com as empresas para gerar mudanças reais no ambiente de trabalho.

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