Apenas três escolas públicas estão no top 50 em 2021

Margarida Lopes
29 de Julho 2021 | 16:30

Nunca existiram tão poucas escolas públicas no top 50, sendo que em 2020 só 3 cabem nesta lista, a Escola Artística do Conservatório de Música (Porto), a Escola Secundária Eça de Queirós (Póvoa de Varzim) e a Escola Secundária Infanta D. Maria (Coimbra). Esta e outras conclusões são agora visíveis graças ao trabalho de um grupo de ex-alunos da pós-graduação de Enterprise Data Science and Analytics da NOVA information Management School (NOVA IMS).

E são resultado de um projecto desenvolvido no âmbito da disciplina de Analyzing and Visualizing Data.

Esta ferramenta tem por objectivo divulgar informação que possa criar valor em todo o processo educativo, e permite também perceber, por exemplo, que a tendência de inflação das notas continua a existir, mas migrou do Ensino Privado para o Público. Numa análise que cruza a classificação interna vs. Exame, e Escola pública vs. Privada por distrito, ressalta que os distritos mais afectados são Bragança e Portalegre, que apenas integram oferta educativa pública.

Os dados mostram que os distritos com melhor ranking das médias situam-se no litoral centro e litoral norte do país. O distrito de Coimbra ocupa o primeiro lugar no ranking de distritos. Se considerarmos as escolas públicas e privadas isoladamente, o número um no ranking é ocupado respectivamente por Aveiro e Setúbal.

Em 2019, não existiram exames do secundário em 34 concelhos. Ou seja, os alunos desses concelhos tiveram de fazer exame noutros concelhos e existem dois distritos sem oferta de ensino privado. São eles, Bragança, desde 2018, e Portalegre.

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Já o distrito de Viana do Castelo ocupou o primeiro lugar do ranking de distritos entre 2016 e 2019. Viana do Castelo consegue esta proeza apesar de a escola com melhor classificação no ranking estar abaixo da 50º posição.

No ano de 2020, em função dos exames finais realizados, o Porto foi o distrito com maior percentagem de escolas privadas, 33%, que são responsáveis pela maior percentagem de exames privados por distrito, 28%. No polo oposto, Viseu tem 4% de escolas privadas às quais correspondem apenas 1% dos exames do distrito.

Os dados indicam também que em médias, as escolas privadas têm uma tendência de melhorar a sua média em relação às médias das escolas públicas em 0,04 valores em 20 por ano.

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O distrito de Setúbal, onde só 4% dos alunos estão no ensino privado, regista a maior diferença entre as médias do público e do privado: 2,76 valores.

Os mesmos dados mostram que existem cinco distritos onde as médias do público é superior à média do privado.

Em 2019 registou-se a maior diferença entro o privado e o público: 1,7 valores em 20.Coimbra é o distrito onde as médias do privado mais sobem em relação com as do público.

Além disso, 87% dos exames são realizados por alunos das escolas públicas. Considerando escolas com mais do que 60 exames por ano, em 2008 existiam 21 escolas públicas no Top 50 enquanto em 2020 já só existiram 3 escolas.

Esta ferramenta (que foi construída com base em dados de 2008 a 2019 importados do site da Direcção-Geral do Ensino), aos quais foram acrescentados os dados dos oito principais exames de 2020, analisa os resultados dos exames ao nível das regiões, distritos e concelhos, por tipo de escola e por tipo de classificação, dos últimos 13 anos.

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