Aproveite as férias para criar novos hábitos (que depois deve levar para o trabalho) e veja os seus níveis de felicidade melhorar

O especialista Adelino Cunha, CEO da I Have The Power partilha 10 dicas para aumentar a felicidade ainda nestas férias e no regresso ao trabalho.

Human Resources
18 de Agosto 2026 | 11:50
Aproveite as férias para criar novos hábitos (que depois deve levar para o trabalho) e veja os seus níveis de felicidade melhorar

Se acredita que as férias servem apenas para descansar, saiba que a ciência mostra algo diferente. O seu verdadeiro benefício não está apenas na recuperação física, mas sim na oportunidade de interromper padrões automáticos de pensamento, criar novos hábitos e redefinir prioridades. Mas geralmente não o fazemos. É por isso que grande parte da população regressa exactamente igual, ou seja, até repousa alguns dias, mas continua com os mesmos pensamentos, os mesmos comportamentos e os mesmos níveis de stress. Mas como se inverte então este estado e como pode esta pausa de verão ser utilizada como uma ferramenta de crescimento?

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O especialista Adelino Cunha, CEO da I Have The Power, que é responsável pela Certificação de Happiness Manager, que forma profissionais para criarem a implementarem estratégias de felicidade organizacional, explica através de 10 passos que pode (e deve) aplicar já.

São eles:

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1. Fazer um “detox de queixas”
Durante 24 horas, experimentar não reclamar, criticar, culpar ou falar negativamente de alguém. O objectivo não é fingir que está tudo bem. É perceber quantas vezes usamos a queixa sem procurar uma solução. Sempre que surgir vontade de reclamar, substituir por uma destas perguntas:

  • Posso mudar isto? → agir.
  • Posso comunicar isto? → conversar.
  • Não posso controlar isto? → decidir quanto espaço mental lhe quero dar.

 

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No final, reflectir: Quantas das minhas queixas eram sobre problemas reais e quantas eram apenas hábitos mentais?

 

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2. Fazer 30 minutos de silêncio, mas com uma missão
Sem música, telemóvel, televisão, podcast ou qualquer estímulo externo. A proposta não é simplesmente “não fazer nada”, mas sim observar: Para onde vai a minha mente quando ninguém está a disputar a minha atenção?

Durante esses 30 minutos, reparar:

  • Que pensamentos aparecem repetidamente?
  • Há alguma preocupação que tenho evitado?
  • O meu cérebro procura imediatamente alguma coisa para fazer?
  • Consigo estar comigo sem precisar de me distrair?

 

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No final, escrever as três coisas que mais ocuparam a mente.

 

 

3. Perguntar todos os dias: “O que me fez sorrir hoje?”
Parece uma pergunta simples, mas podemos torná-la muito mais útil. Todas as noites, identificar três momentos concretos em que se sentiu bem, mesmo que tenham sido pequenos. Depois de alguns dias, procurar padrões:

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Foi quando estava com alguém?
Quando estava sozinho?
Na natureza?
Quando aprendeu alguma coisa?
Quando não tinha horários?
Quando fez exercício?

Identificando padrões de felicidade, deixamos de depender tanto do acaso para os repetir.

 

 

4. Experimentar algo que provoque um pouco de desconforto
Basta fazer algo suficientemente diferente para quebrar o piloto automático: experimentar surf, fazer uma actividade sozinho, iniciar uma conversa, fazer um trilho, experimentar um restaurante sem companhia, aprender algo completamente novo. Não faltam hipóteses.

Depois perguntar: O que descobriu sobre si que não teria descoberto se tivesse escolhido apenas aquilo que já conhece?

O objectivo não passa por procurar desconforto, mas sim criar pequenas provas de capacidade.

 

 

5. Criar um “inventário da felicidade”
Dividir uma folha em duas colunas: Dá-me enegia | Retira-se energia

E preencher sem pensar apenas em pessoas. Incluir:

  • rotinas;
  • ambientes;
  • conversas;
  • trabalho;
  • redes sociais;
  • compromissos;
  • hábitos;
  • actividades;
  • relações.

Depois acrescentar uma terceira pergunta: Porque continuo a dar tanto espaço àquilo que sei que me esgota? E escolher: Uma coisa para aumentar + Uma coisa para reduzir quando as férias terminarem.

O objectivo passa por transformar informação sobre nós em escolhas conscientes.

 

 

6. Escrever uma carta para o “eu” de Dezembro
Imagine que chegou a 31 de dezembro orgulhoso da forma como viveu os últimos meses (evite escrever só objetivos como “quero emagrecer”, “ganhar mais” ou “viajar”). Escrever:

  • Que decisões tomou?
  • O que deixou finalmente de tolerar?
  • Onde foi mais corajoso?
  • A que disse “não”?
  • A que começou a dizer “sim”?
  • Que hábito mudou silenciosamente os seus dias?
  • Que versão sua ficou para trás?

Terminar com: Para me tornar esta pessoa, quando regressar das férias devo começar por…

 

 

7. Passar um dia inteiro sem redes sociais
Antes de começar, verifique o tempo médio diário passado nas redes sociais. No fim, para transformar o detox numa experiência de observação, perguntar:

  • Quantas vezes pegou automaticamente no telemóvel?
  • Em que momentos sentiu mais vontade de abrir uma rede social?
  • Era tédio, hábito, curiosidade ou necessidade de estímulo?
  • O que fez com o tempo que normalmente passaria online?
  • Sentiu que o dia passou mais devagar?

Faça uma reflexão final: Quando deixou de observar a vida dos outros, gostou mais da sua?

 

 

8. Trocar consumo por criação
Nas férias consumimos séries, vídeos, reels, restaurantes, compras, notícias, entretenimento, etc. Experimente reservar uma hora para produzir algo que não existia antes. Pode ser:

  • Escrever, desenhar ou fotografar;
  • Tocar um instrumento ou cozinhar uma receita nova;
  • Aprender algumas frases numa língua estrangeira;
  • Criar um álbum da viagem ou construir alguma coisa.

Não precisa de ser útil, bonito ou publicável. Aliás, a ideia é que não publique.

 

Criar algo sem precisar da aprovação de ninguém pode ser uma forma surpreendentemente poderosa de recuperar prazer, curiosidade e autonomia.

 

9. Praticar gratidão, sem cair no automático
Em vez de escrever “sou grato pela família, saúde e amigos”, procurar micro-momentos concretos. Por exemplo:

“Hoje senti-me bem quando tomei café ao sol sem olhar para o relógio.”

“Gostei da conversa que tive ao jantar.”

“Ri-me genuinamente quando…”

Depois acrescentar: O que fez ou aconteceu para este momento existir?”

Esta segunda pergunta vai ajudá-lo a perceber quais são as condições que favorecem o seu bem-estar. E a gratidão torna-se efetivamente útil quando deixa de ser reconhecimento e começa a funcionar como um mapa daquilo que queremos repetir.

 

 

10. Escolher UM hábito para levar das férias
Aqui está provavelmente a parte mais importante: regressar com uma decisão (e não com uma intenção). Escolha apenas um comportamento das férias que melhorou genuinamente os seus dias. Por exemplo: “Quero continuar a caminhar.” é demasiado vago.

Transformar em: “Às terças e quintas, depois do trabalho, vou caminhar durante 30 minutos.”

Depois aplicar o teste: É suficientemente pequeno para conseguir fazê-lo mesmo numa semana difícil?

Se não for, reduza. Aquilo que se pretende não é transportar a versão idealizada das férias para a rotina, mas sim encontrar uma pequena parte dessa vida que consiga sobreviver à realidade.

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