Aproximar o ensino superior e a segurança pública é o objectivo deste protocolo

A Universidade Europeia formaliza um protocolo de colaboração com o Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública, com o objectivo de reforçar a ligação entre o ensino superior e os desafios concretos da segurança pública.

Margarida Lopes
22 de Junho 2026 | 18:40
Aproximar o ensino superior e a segurança pública é o objectivo deste protocolo

O acordo estabelece um enquadramento de cooperação entre a instituição de ensino e a PSP, permitindo o desenvolvimento de projectos conjuntos de natureza académica, científica, tecnológica e operacional, bem como a criação de oportunidades de aprendizagem aplicada para estudantes, docentes, investigadores e profissionais da Polícia de Segurança Pública.

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A parceria pretende aproximar os estudantes da realidade institucional e operacional da PSP, promovendo a participação em projetos curriculares, desafios académicos, estudos, programas de investigação aplicada, acções de sensibilização, sessões de esclarecimento, eventos conjuntos e iniciativas de formação.

Entre as áreas prioritárias de colaboração estão temas com forte relevância social e institucional, como a violência doméstica, a segurança rodoviária, o ciberbullying e a cidadania digital, o cibercrime e a fraude digital, a saúde mental e o bem-estar operacional, o policiamento de proximidade, a comunicação institucional e reputação pública, a investigação criminal, a inteligência artificial, a análise de dados, a georreferenciação criminal, o turismo, os eventos e a gestão de multidões, bem como planeamento de grandes eventos.

Para Hélia Gonçalves Pereira, reitora da Universidade Europeia, este protocolo representa «um passo muito relevante na aproximação entre a academia e uma instituição central para a segurança, a confiança e a coesão da sociedade. Acreditamos num ensino superior profundamente ligado à realidade, capaz de transformar desafios concretos em conhecimento, investigação, inovação e aprendizagem com impacto. A colaboração com o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP permite aos estudantes e investigadores trabalhar sobre problemas reais, em áreas tão relevantes como a cibersegurança, a comunicação institucional, a saúde mental, a análise de dados ou o policiamento de proximidade, contribuindo simultaneamente para a sua formação e para o reforço da capacidade das instituições públicas», sublinha.

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Por sua vez, o comandante Luís Manuel André Elias, do Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública afirma que «este protocolo é muito importante para nós. Por um lado, tomamos contato com a academia e com a Universidade, reconhecida pela inovação e pela aposta nas novas tecnologias. Isso é fundamental sobretudo tendo em conta as novas ameaças e riscos que existem actualmente no mundo e também em Portugal. Esta abertura ao meio académico e a possibilidade de, em conjunto, desenvolvermos projetos inovadores na área tecnológica são extremamente importantes para nós.»

No âmbito do protocolo, a cooperação poderá concretizar-se através da identificação de desafios lançados pela PSP aos estudantes, da participação de profissionais da Polícia de Segurança Pública em sessões académicas, da utilização de casos reais em contexto curricular, do desenvolvimento de projetos interdisciplinares e da realização de estudos ou trabalhos de investigação sobre temas de interesse comum.

A colaboração poderá também incluir a criação de estruturas colaborativas, como laboratórios ou observatórios conjuntos, a realização de acções de sensibilização dirigidas à comunidade, a produção de conteúdos digitais e campanhas públicas, o desenvolvimento de ferramentas analíticas, modelos preditivos ou estudos aplicados, bem como iniciativas associadas à melhoria da comunicação com públicos diversos.

A par da Universidade Europeia, o protocolo estende-se ao IADE e ao IPAM, instituições de ensino geridas pelo Grupo Ensilis, prevendo ainda a possibilidade de divulgação de oportunidades de estágio e recrutamento junto dos seus estudantes e diplomados, bem como o acesso de trabalhadores da PSP à sua oferta formativa, incluindo programas de formação de executivos, bem como benefícios dirigidos aos colaboradores e respetivos filhos, nos termos definidos pelas instituições.

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