As empresas estão a recrutar de um lado e a reduzir do outro

Os efeitos da crise provocada pela pandemia continuam a fazer-se sentir nas empresas e ninguém parece ter dúvidas de que os números do desemprego vão aumentar. Mas as empresas vão continuar a precisar de recrutar, perfis específicos, para dar resposta às novas necessidades. Certo também parece ser que a maior flexibilidade é um caminho sem retorno.

Por Ana Leonor Martins | Fotos Nuno Carrancho

 

De volta aos almoços presenciais, desta feita no Palácio Estoril Hotel Golf & Spa, o tema principal voltou a ser em torno das mudanças a que a COVID-19 obrigou as empresas, nomeadamente de reestruturação. Algumas áreas mais tradicionais perderam relevância e o digital cresceu exponencialmente. Por outro lado, as dinâmicas organizacionais também estão a ser ajustadas. Apesar de nem todas as funções (nem pessoas) serem “teletrabalháveis”, os modelos de trabalho à distância vão “democratizar-se”. Para gerir os (des)equilíbrios, vai ser «preciso haver uma “moldura de enquadramento” na empresa e depois haver flexibilidade», defendeu-se. «Uma flexibilidade definida.»

Destacou-se também que organização do trabalho é muito mais do que questões de espaço e tempo. E que é importante discutir soluções alternativas, ainda que polémicas, admitindo a possibilidade de poder mexer nas condições de trabalho, para evitar despedimentos. Consensual é que os «tempos que aí vêm vão ser duros».

Estiveram presentes os conselheiros: Carla Gouveia (executive coach); Catarina Horta (Novo Banco); Catarina Tendeiro (Grupo Ageas); Clara Trindade (L’Oréal); Diogo Alarcão (Mercer); Nuno Morgado (PLMJ); Nuno Troni (Randstad); Paula Carneiro (EDP); Pedro Fontes Falcão (ISCTE Executive Education); Pedro Ribeiro (Super Bock Group) e Pedro Rocha e Silva (Neves de Almeida HR Consulting).

 

Artigo publicado na Revista Human Resources n.º 116 de Agosto de 2020

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