As organizações do futuro

Leonor Martins
17 de Dezembro 2018 | 10:24
As organizações do futuro

A transformação digital está a mudar e melhorar a forma como empresas e organizações funcionam. É fundamental que, a par com a transformação digital, exista também uma transformação na forma como os recursos humanos são geridos.

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Por Miguel Pina Martins, fundador e CEO da Science4you

 

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 Empresas em todo o mundo estão a adoptar a tecnologia com o propósito de melhorarem o seu desempenho, aumentarem o alcance e garantirem mais e melhores resultados. A tecnologia passa a ter um papel central, torna-se fundamental naquilo a que se designa hoje em dia como as organizações do futuro.

Paralelamente à forma como o negócio é desenvolvido, em que assumidamente existe um grande foco tecnológico, a forma como os recursos humanos das organizações do futuro funcionam também está a evoluir.

Na típica organização empresarial, é um facto que as hierarquias estão organizacionalmente definidas, com chefias e burocracias que por vezes podem atrapalhar e atrasar o próprio desenvolvimento da organização. É por isso fundamental que, a par com a transformação digital, exista também uma transformação na forma como os recursos humanos são geridos.

Uma organização do futuro, para ser bem-sucedida, deve romper com as hierarquias rígidas e processos burocráticos, para uma gestão onde são os próprios colaboradores a controlarem, de forma responsável, a forma como o seu trabalho é gerido. E um propósito comum bem definido, a par com um ambiente ‘saudável’, onde existe um sentimento de pertença e o local de trabalho é efectivamente a extensão do nosso lar.

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Mudar as tradicionais práticas de gestão não é uma tarefa fácil quando falamos de organizações que há muitos anos utilizam o mesmo modelo organizacional. Mesmo em empresas mais jovens, onde a idade média dos profissionais ronda os 30 anos, como é o caso da Science4you, pode não ser simples. O pensamento comum é: se está a correr bem, porque devo mudar?; quando, na verdade, deveria ser ‘O que posso fazer para tornar a minha empresa ainda melhor?’

A capacidade e exemplo de autogestão deve, portanto, partir da pessoa que tradicionalmente controla, coordena e centraliza as decisões, e que, desta forma, deverá, de forma evolutiva, apresentar uma ruptura com essa prática. O gestor máximo de uma organização deixa de ser uma pessoa, e todos passam a ser responsáveis pelo trabalho desenvolvido. Com isto, o propósito da organização também muda, e evolui do objectivo ‘lucro’ – fundamental para o sucesso e sustentabilidade – para algo maior. As pessoas querem deixar uma marca, contribuir para algo maior. Esta é também uma característica bastante comum da geração millennial.

Por fim, acredito que as organizações do futuro devem ter como preocupação todo o ambiente que envolve o trabalho e a forma como o profissional desenvolve as suas tarefas. É fundamental que o colaborador se sinta bem, confortável, em casa.

Com tudo isto em prática, creio que uma parte significativa do sucesso das organizações do futuro está assegurado.

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Este artigo foi publicado na edição de Novembro da Human Resources.

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