As três novas aptidões de que os gestores precisam

Flávia Brito
19 de Janeiro 2017 | 10:28
As três novas aptidões de que os gestores precisam

Um ambiente de trabalho em mudança exigirá aos empresários que desenvolvam novas competências – como uma abordagem atenta ao uso de tecnologias.

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Por Monideepa Tarafdar, © Massachusetts Institute of Technology

 

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Nos próximos anos, os líderes empresariais e os seus colaboradores enfrentarão diversos desafios à medida que lidam com as voláteis tecnologias digitais. Em particular, terão de aprender três aptidões novas e importantes:

(1) como associar-se aos novos “colegas” digitais,

(2) como criar uma relação consciente com as tecnologias digitais cada vez mais omnipresentes,

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(3) como desenvolver empatia pelas várias preferências tecnológicas dos seus colegas humanos. As organizações, pelo seu lado, terão de conceber programas e processos que apoiem esses esforços.

 

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1 – Associar-se aos novos “colegas” digitais. Colaboradores de um vasto espectro de sectores trabalharão com o que são, na realidade, “colegas digitais” – algoritmos que os ajudarão a lidar com uma gama de tarefas como responder a pedidos de informações, marcar e gerir linhas de montagem e fornecer conselhos em relação a importantes indicadores de desempenho. Estes colegas digitais personificarão a inteligência que se desenvolve cognitivamente e que aprende continuamente sobre as tarefas específicas a que esta se aplica, incorporando novas soluções aprendidas com a experiência e empregando-as em problemas futuros.

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Em suma, os gestores serão confrontados e desafiados pelos seus colegas digitais – tal como o são pelos seus colegas humanos. Terão de aprender como e quando questionar, concordar, fazer cedências e esticar limites.

2 – Tornar-se digitalmente consciente. Como as tecnologias digitais possibilitam o trabalho remoto, o trabalho das nove às cinco está a tornar-se cada vez menos importante em muitos contextos. Ironicamente, a mentalidade actual da gestão ainda se concentra na separação entre o horário de trabalho e o resto do tempo. Consequentemente, como os gestores têm dificuldade em estabelecer limites entre o que é trabalho e o que não o é, as organizações enfrentam o problema da “ansiedade tecnológica”, do vício em tecnologia e do excesso de informação.

Os gestores devem começar a pensar em apoiar uma relação consciente com a tecnologia – que personifique as suas preferências individuais sobre o que constitui esse fluxo. Em vez de ficarem incomodados com os limites casa-trabalho, algo que talvez não se mantenha no futuro, as organizações terão de apoiar os colaboradores na gestão das possibilidades da flexibilidade. O paradigma deve mudar do conflito para a flexibilidade, da desintoxicação da tecnologia para uma utilização uniforme, e do lado negro do digital para a consciência digital.

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3 – Desenvolver empatia pelas preferências tecnologias alheias. À medida que líderes e gestores aprendem a trabalhar com colegas digitais, terão de compreender e desenvolver empatia pelas escolhas e preferências tecnológicas dos seus colegas humanos. Uma colega protestou recentemente contra o facto de eu lhe mandar emails sobre trabalho à noite. Ao ver a hora a que o mail era enviado, sentia-se pressionada a responder às mensagens imediatamente, excluindo outros emails, mais importantes. A minha primeira reacção – de que ela deveria definir as prioridades dos seus emails em vez de se preocupar com a hora a que eu envio os meus – é típica da forma de pensar actual sobre o uso de tecnologias. Para terem sucesso, os gestores precisam não só de serem pró-activos ao comunicarem as suas próprias preferências tecnológicas, mas também compreensivos em relação às escolhas dos seus colegas, principalmente quando trabalham na mesma equipa e projectos.

Em termos de design futuro, os colaboradores com preferências semelhantes devem idealmente ser colocados nos mesmos projectos e equipas.

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