Associação Empresarial de Portugal alerta que modelos tradicionais de gestão das empresas “já não respondem” aos desafios

Human Resources com Lusa
3 de Julho 2025 | 14:40
Associação Empresarial de Portugal alerta que modelos tradicionais de gestão das empresas “já não respondem” aos desafios

O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Luís Miguel Ribeiro, alertou na QSP Summit, em Matosinhos, que «os modelos tradicionais de gestão e desenvolvimento já não respondem, por si só, à complexidade dos desafios» da actualidade.

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«Vivemos tempos em que os modelos tradicionais de gestão e desenvolvimento já não respondem, por si só, à complexidade dos desafios que enfrentamos», disse Luís Miguel Ribeiro na sessão de abertura da QSP Summit na Exponor, em Matosinhos (distrito do Porto).

Para o responsável associativo, «a transformação tecnológica, a sustentabilidade, a geopolítica, a escassez de talento, a inteligência artificial e as novas exigências dos consumidores são apenas alguns dos motores estratégicos que obrigam as empresas, as instituições e os países a repensar as suas prioridades, as suas formas de competir e sobretudo as suas formas de criar valor».

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«Portugal não está à margem desta realidade, e ainda bem, porque é precisamente neste contexto que temos oportunidade de afirmar a nossa capacidade de adaptação, o nosso talento e a nossa visão estratégica», completou Luís Miguel Ribeiro.

O líder da AEP disse acreditar que o sucesso coletivo do país dependerá da capacidade de «compreender estes novos drivers [motores], de os integrar nas nossas empresas e de os transformar em oportunidades concretas de crescimento e competitividade».

«Perante um contexto internacional e geopolítico vincado pela elevada volatilidade e riscos acrescidos, os líderes têm de estar preparados para decidir com visão, as organizações têm de ser ágeis e abertas à inovação, e o ecossistema empresarial deve valorizar a colaboração e a partilha do conhecimento», vincou.

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Para Luís Miguel Ribeiro, «é isso que o QSP Summit representa», pedindo ainda para «nunca esquecer que as pessoas são o principal activo de qualquer organização».

Também o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, participou na abertura, e salientou vários desafios para enfrentar o “mundo novo”: a pressão sobre os recursos, a demografia ou o combate à burocracia.

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«Sim, precisamos de simplificar, precisamos de agilidade, precisamos de aumentar a capacidade que os nossos recursos, hoje, concentram cada vez mais num esforço de criação e crescimento, e cada vez menos de suspensão e de atrasos», frisou.

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Para Pedro Machado, a burocracia «é hoje um entrave também aos drivers [motores] do crescimento e da gestão», pretendendo «libertar o que a sociedade tem de melhor para o seu crescimento».

Já a presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro (PS), salientou que se vivem actualmente «tempos de mudança acelerada, onde as organizações enfrentam desafios sem precedentes».

«Vivemos tempos extraordinários, e estes tempos extraordinários exigem também lideranças fora do comum», lembrando Luísa Salgueiro que um estudo recente que será apresentado na QSP Summit mostra que «quase 90% dos profissionais inquiridos acreditam que os desafios atuais exigem novos perfis de liderança» e «59% considera que as lideranças actuais ainda não estão preparadas» para os novos desafios.

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Para Luísa Salgueiro, há «um desfasamento entre o que o mundo exige e o que as lideranças estão neste momento, ainda, a oferecer», considerando que “liderar hoje não é comandar”, mas sim “escutar, unir, mobilizar”, e «o bom líder não é aquele que segue a maioria, mas o que tem coragem de defender o que acredita mesmo quando está sozinho».

A QSP Summit arrancou oficialmente na terça-feira no Porto e prossegue até esta quinta-feira na Exponor, em Matosinhos, tendo este ano como lema “The New Strategic Drivers” (Os Novos Motores Estratégicos).

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